Apucarana amanheceu em luto neste sábado (21) com a despedida de Antonio Carlos Maistro, que faleceu na sexta-feira (20), aos 83 anos. Nascido em 20 de novembro de 1942, Maistro construiu uma trajetória marcada pelo trabalho, pela dedicação à família e pelo respeito da comunidade.

Reconhecido como pioneiro, ele fez parte da história do desenvolvimento local e deixa lembranças de uma vida pautada pela simplicidade, pela perseverança e pelo carinho no convívio com amigos e familiares.

O velório ocorre na Capela Mortuária Central de Apucarana. O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério Cristo Rei.

Familiares e amigos prestam as últimas homenagens, guardando a memória de um homem que deixa saudade e um legado de valores que seguirá vivo entre aqueles que o conheceram.

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Câmeras de segurança flagraram, às 9h57 deste sábado, um atropelamento com vítima ocorrido na Rua Drongo, na Arapongas, nas proximidades da Avenida Arapongas.

O caso mobilizou equipes da Guarda Municipal de Arapongas após o condutor do veículo deixar o local sem prestar socorro.

Segundo o Inspetor Bruce, uma mulher atravessava a via quando foi atingida por um Volkswagen Gol. Populares que presenciaram o acidente anotaram a placa do veículo e acionaram a central da Guarda Municipal.

“Foi um acidente com uma vítima. Essa senhora estava atravessando a Rua Drongo, na Avenida Arapongas, e um veículo Gol acabou atropelando essa senhora. Os populares visualizaram a placa, ligaram na central da Guarda Municipal e foi radiado às equipes para localizar o veículo, porque ele atropelou a senhora e se evadiu do local, caracterizando omissão de socorro”, explicou.

As equipes iniciaram buscas e uma viatura de RPA localizou o carro no Jardim Aeroporto. O condutor já não estava dentro do veículo, mas havia acabado de entrar na residência onde mora.

“Foi feito contato com o proprietário do veículo, o condutor no momento do acidente, e ele acabou confessando o fato. Questionado sobre o motivo de não prestar apoio, disse que ficou com medo de ser linchado por populares”, relatou o inspetor.

Imagens do atropelamento também foram apresentadas às equipes e encaminhadas à delegacia, junto com a documentação necessária, para as providências legais.

Sobre o estado de saúde da vítima, o inspetor informou que ela recebeu atendimento no local.
“Ela foi atendida pela equipe do SAMU, estava consciente e orientada. Mesmo assim, foi encaminhada ao Honpar para um atendimento mais especializado**”, concluiu.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes.

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Uma ocorrência de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar foi registrada na tarde desta sexta-feira (20), na Avenida Rafael Sorpile, no Jardim Paraíso, em Apucarana.

De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada para atender uma desinteligência em âmbito familiar. No local, uma mulher de 31 anos relatou que teve uma discussão com o próprio filho, de 13 anos.

Segundo o boletim, durante o desentendimento, a mãe desferiu um tapa no rosto do adolescente, que reagiu com um soco na boca dela, causando corte no lábio inferior e dano em uma obturação dentária. O menor também apresentava cortes na mão esquerda.

Diante da situação, mãe e filho foram encaminhados à UPA de Apucarana para atendimento médico. Conforme informado, o adolescente precisou passar por suturas em dois dedos da mão esquerda, recebendo três pontos em cada dedo.

Após o atendimento, ambos foram levados à 17ª Subdivisão Policial de Apucarana para as providências cabíveis. O Boletim de Ocorrência Unificado foi confeccionado para registro do caso.

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Imagem por:Acervo pessoal

Secretaria estadual da Saúde apoia métodos multidisciplinares para melhorar qualidade de vida das famílias. Entre eles, aquele que consiste em manter o bebê em contato pele a pele com a mãe ou o pai pelo maior tempo possível.

O nascimento de um bebê prematuro e a consequente internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal representam um período de grande vulnerabilidade para as famílias. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) apoia métodos multidisciplinares para melhorar qualidade de vida das famílias e dos recém-nascidos.

Uma pesquisa publicada em revistas científicas internacionais revela que mães de bebês prematuros internados em UTIs têm 2,5 vezes mais chances de desenvolver depressão pós-parto, 40% relatam sintomas de depressão, 26% de ansiedade e 30% de estresse pós-traumático. Anna Karolina Rauth Debacco, de 29 anos, e seu marido, Wellington da Silveira Batista da Silva, viveram essa realidade de perto.

Após uma gravidez de risco, o filho, Pedro Debacco da Silva, nasceu prematuro extremo com 27 semanas, em 14 de agosto de 2025, quase três meses antes da data prevista. O bebê ficou 110 dias internado na UTI Neonatal do Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba. A unidade tem gestão tripartite (federal, estadual e municipal) e é referência da Secretaria da Saúde do Paraná para o Método Canguru, que busca reduzir o sofrimento de mães e bebês prematuros.

O Método Canguru é um modelo de assistência neonatal que vai além do tratamento clínico e envolve o acompanhamento multiprofissional com enfermeiros, técnicos de enfermagem, pediatras, obstetras, oftalmologistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e neuropediatras.

A prática consiste em manter o bebê de baixo peso em contato pele a pele com a mãe ou o pai, na posição vertical, pelo maior tempo possível. Esse contato precoce e contínuo não apenas ajuda a estabilizar a temperatura, a frequência cardíaca e a oxigenação do recém-nascido, mas também desempenha um papel para o bem-estar psicológico dos pais.

O secretário estadual da Saúde do Paraná, Beto Preto, destaca o compromisso do Governo do Estado com a causa. “Entendemos que o cuidado com o bebê prematuro é indissociável ao da sua família, em especial com a mãe. A saúde mental materna é uma prioridade para nós, pois uma mãe amparada e saudável tem melhores condições de criar o vínculo que seu bebê tanto precisa para se desenvolver”, afirma o secretário.

Segundo a coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital de Clínicas do Paraná, Luciane Favero Basegio, além do cuidado de toda a equipe multidisciplinar, as mães recebem apoio psicológico desde o momento em que a gravidez de risco é identificada.

“Com relação aos cuidados voltados para a mãe, a gente tenta trabalhar sempre no binômio mãe e bebê. Especificamente para as mães, temos um serviço de psicologia clínica desde o ambulatório pré-natal, acompanhando gestações de risco. Sabe-se que provavelmente esse bebê irá para a UTI, e depois há os atendimentos também na Unidade Canguru”, diz Luciane.

Para Anna, o Método Canguru foi uma ferramenta poderosa para reduzir o estresse, a ansiedade e os sentimentos de impotência associados à internação do filho na UTI. Ao se tornar uma participante ativa nos cuidados do bebê, a mãe fortaleceu sua confiança e competência, o que contribuiu para o controle emocional e prevenção da depressão pós-parto.

“O auxílio da psicóloga nos atendimentos, fazendo com que a gente se sinta acolhido, se sinta abraçado, foi muito importante. Um abraço, uma palavra de conforto, sentar na nossa frente, pegar na nossa mão e dizer ‘o que você precisa?’. O ombro amigo foi muito importante para a nossa família”, disse Anna.

“Ela não é só uma psicóloga, ela foi nossa amiga e uma pessoa que nos ouviu e que, realmente, se preocupou conosco até mais do que a nossa própria família”, afirmou.

A psicóloga clínica do Hospital de Clínicas, Jackeline Araujo, que atua no acompanhamento de mães de bebês prematuros desde o período gestacional até o internamento dos bebês e mães na UTI Neonatal, destaca que a grande maioria das mães apresenta alguma condição de instabilidade emocional. Além disso, muitas enfrentam desafios físicos adicionais, como recuperação de partos difíceis e a ausência de uma rede de apoio, que se somam ao sofrimento psicológico.

“Quando elas pensam que seu bebê foi para a UTI, isso já traz uma instabilidade emocional, uma ansiedade e gera um sofrimento de ter que ir para casa, ver o quartinho desse bebê e esse bebê não está em casa, está aqui dentro da UTI neonatal”, explicou a psicóloga.

MUDANÇA SIGNIFICATIVA – Segundo a especialista, quando as mães transitam para o Método Canguru, há uma mudança significativa na experiência. Na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa), as mães ficam internadas 24 horas por dia, durante semanas, junto dos seus bebês, possibilitando um melhor vínculo e aprendizado com relação aos cuidados. No entanto, esse período intensivo também traz desafios.

“Elas ficam ali o tempo todo no cuidado, em um espaço mais compacto, com baixa luz por conta dos bebês, e isso também acaba impactando na saúde mental das mães. A gente sempre tem que reforçar que é importante o cuidado com o bebê, mas também que é importante o cuidado delas, de vir fazer a rotina de higiene, ter um momento delas de descanso também”, enfatizou a psicóloga.

Após a alta, as mães que ainda permanecem instáveis emocionalmente ou que possuem histórico de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais são encaminhadas para continuar o atendimento na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

PREMATUROS NO PARANÁ – De acordo com levantamento da Sesa e informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Ministério da Saúde, o Paraná registrou 15,9 mil nascimentos de bebês prematuros em 2025. Os dados ainda são preliminares e sujeitos à alteração.

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Na tribuna da Câmara Municipal de Apucarana, na noite desta sexta-feira (20), o vereador Odarlone Orente se posicionou de forma contundente contra a contratação de servidores por Processo Seletivo Simplificado (PSS), defendendo que o ingresso no serviço público ocorra prioritariamente por meio de concurso público, conforme prevê a Constituição Federal.

Em sua fala, o parlamentar destacou que o serviço público é uma das maiores conquistas garantidas pela Constituição Federal, especialmente pelo artigo 37, que estabelece o concurso público como regra para ingresso na administração pública. Segundo ele, esse mecanismo assegura independência e estabilidade aos servidores, evitando interferências políticas.

“O serviço público é talvez a maior conquista que nós tivemos na Constituição Federal. Está lá consignado no artigo 37 que o ingresso no serviço público deve ser através de concurso público. Por quê? Porque a garantia é que nenhum servidor público concursado, estável, vai ser subjugado ou submetido ao político de plantão. Isso é muito nobre e nós temos que preservar isso”, afirmou.

Odarlone reforçou que, embora existam outras modalidades de contratação, o concurso público deve sempre ter primazia. Para ele, contratações emergenciais só podem ocorrer mediante justificativas claras, como quando um concurso já foi realizado e não houve candidatos suficientes ou em situações de emergência bem delimitadas.

“O concurso público deve ter a primazia para o ingresso no serviço público. Deve ser o servidor via concurso público e o servidor estável”, enfatizou.

Ao explicar o voto contrário ao projeto, o vereador relatou que o departamento jurídico avaliou que a proposta ampliava excessivamente as possibilidades de contratação temporária, sem delimitar de forma clara a emergência, o tempo de duração, as categorias envolvidas e a real necessidade.

“O PSS, da forma que o projeto foi apresentado, ampliava demais o escopo da possibilidade de contratação. Não delimitava qual é essa emergência, por quanto tempo, nem quais categorias seriam atingidas. Por isso, nós votamos contra”, explicou.

Odarlone também citou uma objeção de consciência, destacando sua trajetória pessoal e política.

“Sou presidente do Partido dos Trabalhadores, sou servidor público concursado, faço parte de direção sindical. Seria incoerente com a minha história de vida e política votar a favor de algo que pode precarizar o serviço público”, disse.

Ao concluir, o vereador alertou que projetos desse tipo podem abrir precedentes perigosos.

“Isso poderia abrir portas para que o serviço público fosse cada vez mais sucateado”, concluiu.

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Imagem por:Jonatam Battista/ Canal 38

A Blitz de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi realizada na manhã deste sábado (21), às 9h, na Praça Rui Barbosa, em Apucarana.

A ação foi promovida pelo Rotary Club de Apucarana em parceria com a AMA – Associação de Amigos do Autista de Apucarana, com o objetivo de informar a população, promover a inclusão e ampliar o diálogo sobre respeito, empatia e os direitos das pessoas autistas. Durante a blitz, os organizadores orientaram o público, distribuíram materiais informativos e reforçaram a importância da conscientização para a construção de uma sociedade mais acolhedora e inclusiva. A atividade foi aberta à comunidade, envolvendo famílias, educadores, comerciantes e moradores em geral.

A conselheira da AMA, Greice Ribeiro, destacou a relevância do apoio do Rotary e do acolhimento às famílias.
“A importância do Rotary apoiar a gente nesse momento, além de conscientizar sobre o autismo, é receber as famílias e mostrar que existe uma entidade na cidade para o acolhimento de crianças, adolescentes, adultos autistas e também o acolhimento social da família”, afirmou.

Greice explicou ainda a diferença entre os graus de suporte utilizados pela medicina para identificar as necessidades do autista no cotidiano.
“O grau 1 é o autista que precisa de menos acompanhamento; o grau 2, de um acompanhamento moderado; e o grau 3, de muita ajuda e acompanhamento. Essas informações são importantes para pais e mães, para que a família possa acolher e aceitar, e para que as pessoas em volta entendam que o autista tem seu tempo e seus limites”, ressaltou.
Ela concluiu reforçando a necessidade de respeito: “É fundamental respeitar o espaço e o tempo do autista para que ele tenha uma vida feliz e alegre dentro da nossa comunidade”.

O presidente do Rotary Club de Apucarana, Luiz Carlos Zanela, enfatizou o compromisso da entidade com ações sociais.
“Estamos bastante ativos na comunidade, ajudando a todos. O Rotary completa 121 anos no mundo e, em Apucarana, 79 anos. Nessas atividades, estamos junto das entidades e ajudando onde a população mais precisa”, concluiu.

A blitz reforçou a importância da informação e do engajamento coletivo para ampliar a inclusão e o respeito às pessoas com autismo em Apucarana.

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Uma campanha solidária que mobilizou moradores de Apucarana alcançou sua meta em apenas um dia após a publicação da matéria no Canal 38.

A arrecadação garantiu os recursos necessários para a cirurgia oftalmológica do pequeno Kauê, de 12 anos, diagnosticado com ceratocone em grau avançado no olho esquerdo, condição que já havia comprometido cerca de 90% da visão.

Em mensagem enviada à equipe, a mãe do menino comemorou o resultado e fez questão de agradecer o apoio recebido.
“Passando pra agradecer. Deu tudo certo, acabamos de encerrar a campanha. Já alcançamos o valor para cirurgia do Kauê. Se puder postar pra que todos saibam”, disse.
Em outro trecho, ela reforçou a importância da divulgação: “Muito obrigada pela divulgação do Canal 38. Muitas pessoas me procuraram através de vocês, obrigada a todos que colaboraram”.

A família havia iniciado a mobilização após meses de espera por atendimento especializado pelo SUS. Diante da urgência do caso e do risco de agravamento do quadro, os pais decidiram buscar a realização do procedimento na rede particular. Para isso, foi organizado o Pastel Solidário, além da abertura de doações via Pix, o que gerou grande engajamento da comunidade.

Com a meta alcançada, a campanha foi oficialmente encerrada, e a família agora segue confiante para a realização da cirurgia, celebrando a solidariedade e o apoio recebidos.

A iniciativa reforça a força da mobilização comunitária e o impacto direto da divulgação na transformação de vidas.

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Imagem por:Caio Andrade - Canal 38

Uma grave ocorrência de violência doméstica foi registrada na noite de sexta-feira (20), ás19h08 na Rua Macaúba, no Jardim Santo Antônio, em Arapongas.

A equipe de Rádio Patrulha da Guarda Municipal foi acionada pelo Centro de Controle Operacional após denúncia via 153 informando que um homem estaria agredindo familiares e ateando fogo na própria residência.

Ao chegar ao local, os agentes encontraram o autor já contido e imobilizado por populares. Para garantir a segurança de todos, foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a legislação. O suspeito apresentava sinais de lesões decorrentes da contenção realizada por moradores.

De acordo com relato da vítima, ela havia saído para resolver assuntos particulares e, ao retornar, encontrou o marido em visível estado de embriaguez. Segundo a mulher, ele passou a ofendê-la verbalmente e a segurou pelo pescoço, exigindo que o imóvel fosse vendido.

Diante da negativa, o homem teria iniciado o incêndio na residência. O filho do casal, um adolescente de 14 anos, tentou impedir que o pai colocasse fogo no imóvel, mas acabou sendo agredido com um soco no rosto.

Após atear fogo em parte da casa, o autor tentou fugir, sendo perseguido e imobilizado por populares até a chegada da equipe.

A mulher e o adolescente foram encaminhados ao Pronto Socorro 24 Horas para atendimento médico. O agressor foi levado à UPA para avaliação e, posteriormente, conduzido à 5ª Central Regional de Flagrantes para as providências cabíveis.

Segundo o supervisor Garcia, da Guarda Municipal, a corporação agiu rapidamente após o chamado. “Recebemos a ligação informando que o indivíduo estava colocando fogo na residência e agredindo a família. As viaturas deslocaram imediatamente e conseguiram conter o agressor. Ele já havia iniciado o incêndio e as vítimas confirmaram as agressões. Após atendimento médico, todos foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais”, informou.

Veja entrevista:

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