16/10/2020

A ACIA realizou na data de ontem (15/10), em sua sede, uma reunião com os candidatos a prefeito de Apucarana.

O evento, que teve o formato de sabatina, aconteceu das 14 às 20h30, sendo que todos os seis concorrentes ao executivo responderam exatamente as mesmas perguntas, com ênfase nos assuntos de ordem empresarial. Em razão da pandemia o encontro foi realizado com todos os cuidados exigidos pelas autoridades sanitárias, com a presença apenas do candidato e um assessor.

O presidente da ACIA, Jayme Leonel, explica que o objetivo da entidade é saber dos postulantes a Prefeitura suas propostas, em determinados pontos que a Associação Comercial pondera como importantes para o desenvolvimento da nossa cidade. “As perguntas foram iguais, ou seja, demos a mesma oportunidade a todos de apresentarem suas ideias para os temas. Vimos uma pluralidade de projetos e divergências, o que é normal no processo democrático, pondera o presidente.

Desenvolvimento pós-pandemia

A primeira pergunta apresentada aos candidatos foi sobre propostas para retomada da economia pós-pandemia. Carol Scarpelini, da Coligação Juntos Podemos Mudar, diz que primeiro é necessário melhorar o diálogo com o Comércio e Empresários locais. “O gestor público tem que ser mais aberto. Ouvir mais a classe produtiva e não formar uma barreira. Na pandemia houve um afastamento por parte do setor público para com o privado. Isso não pode acontecer, por isso, vou melhorar o diálogo para voltarmos a crescer”, diz Carol.

A candidata Professora Malu Domingues, concorre pelo PSOL, e propõe a criação do Banco de Fomento local. “Vamos estimular o empreendedorismo, bem como a economia solidária. Queremos ouvir os empresários também, para podermos traçar juntos um plano de crescimento”, diz Malu.

O candidato Laércio Luz, da Coligação Apucarana que o Povo Quer, acredita que deve ser criada mais linhas de crédito para os micro e pequenos empresários. “O poder público pode conseguir ajudar neste sentido e buscar recursos junto ao governo estadual e federal para ajudar os empresários”, diz Laércio.

Rodolfo Mota, candidato da Coligação Chegou a Hora, diz que uma das maneiras de fomentar a economia é criar mais obras estruturantes. “A medida que licitamos, toda uma cadeia produtiva será movimentada, gerando empregos e renda. Um exemplo de obras seria a duplicação dos contornos das entradas da cidade”. Segundo ele, há 15 milhões em recursos disponíveis para este tipo de obra. “Podemos buscar recursos com a ajuda de deputados para financiar estes projetos”, diz Mota.

O candidato André Romagnoli, da Coligação Apucarana Nota 10, quer recriar o CODEA. “O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Apucarana foi um marco. Hoje ele seria essencial para resgatar e reunir os núcleos setoriais, identificar os gargalos e propor soluções para sairmos desta fase”, diz André.

O candidato a reeleição, Junior da Femac, da Coligação Eu Amo Apucarana, diz que vai formar uma agenda firme junto ao comércio e a indústria. “Vamos continuar apoiando todos os setores, divulgando o potencial econômico de Apucarana para atrair consumidores regionais, como ocorreu no Natal do ano passado. E continuar agindo com responsabilidade financeira, garantindo o pagamento em dia do funcionalismo e fornecedores”, diz Junior.

Atração de novas indústrias e geração de empregos

A outra pergunta feita para os candidatos foi em relação a atração de mais indústrias e criação de emprego e renda.

Carol Scarpelini disse que seu partido tem três senadores paranaenses e vai contar com o total apoio deles para ajudar neste quesito. “A força política e a proximidade deles será fundamental para ajudar Apucarana buscar novas indústrias”, diz Carol.

Professora Malu Domingues tem um projeto de divulgar o potencial econômico de Apucarana, oferecendo incentivos fiscais, desde que as empresas adotem programas de responsabilidade social e ambiental. “Outra forma de ajudar é o nosso Banco de Fomento que vai estimular a criação de novos empreendedores, que vão gerar empregos e movimentar a economia”, diz Malu.

Laércio Luz diz que pretende cuidar primeiro das empresas locais. “Temos muitas empresas passando necessidade. Precisamos fortalecer seus negócios para que elas não fechem ou vão embora. Tenho o projeto do Selo Apucarana, que reunirá facções num sistema de cooperativa, para que assim elas se regularizem e se fortaleçam”, diz Laércio.

Rodolfo Mota diz que Apucarana precisa urgentemente buscar uma nova matriz econômica. “Para isso precisamos começar a qualificar a mão de obra, para daí sim buscar ou atrair novas indústrias como vem acontecendo em Ponta Grossa e Londrina”, diz Mota.

André Romagnoli disse que pretende criar um ambiente amistoso para quem empreende. “Temos algumas ideias em nosso plano de governo, porém, hoje vemos a grande necessidade de estabelecer uma comunicação e um sistema que facilite que o empresário tenha acesso ao prefeito, aos departamentos e as licenças”, diz André.

Junior da Femac diz que o que atrai novas empresas e indústrias são os dados da cidade. “Temos que continuar mantendo nossos índices, como o IDEB, por exemplo. Foram estes dados positivos que trouxeram recentemente a Rede de Farmácias São João, o Box Atacadista, a Forquímica e agora o Max Atacadista. Os empresários procuram cidades com educação, qualidade de vida e temos isso de sobra”, diz Junior.

Tecnologia e inovação

Outra pergunta feita aos seis candidatos foi em relação a Cultura Inovadora.

A ACIA criou o CONECTA, uma iniciativa privada, que visa acelerar o processo de desenvolvimento de novos modelos de negócios. Diante disso foi perguntado qual o projeto deles para este segmento.
Carol Scarpelini disse que este é o futuro e pretende buscar desenvolver esta área. “Temos até a ideia de um Centro Tecnológico para ajudar a abrigar melhor estes projetos inovadores. São negócios que não poluem e ajudam a economia e o meio ambiente”, diz Carol.

Malu Domingues disse que o poder público deve fortalecer a parceria com as faculdades para criar incubadoras para fixar as “mentes brilhantes” em Apucarana. “Temos um projeto de criar uma Bolsa de Estudo para que esses alunos permaneçam com seus projetos incubados nas faculdades, num Centro Tecnológico ou no Conecta”, diz Malu.

Laércio Luz disse que a revolução tecnológica é inevitável e Apucarana precisa se preparar. “A Prefeitura deve apoiar mais este projeto do Conecta e as universidades para que os alunos não saiam da cidade. Eles criam ideias, aplicativos, que além de apresentarem soluções inovadoras são altamente rentáveis para o município”, diz Laércio.

Rodolfo Mota pretende trabalhar para fazer com que o projeto Conecta cresça. “Pretendemos criar bolsas para os estudantes e incubadoras. Dessa forma vamos estimular que os projetos criados em Apucarana tenham uma grande possibilidade de ficarem aqui, gerando primeiramente soluções locais e consequentemente receita. Entraremos fortemente também na briga para conseguir um local para o Parque Tecnológico do Vale do Ivaí”, diz Mota.

André Romagnoli disse que é fundamental a Prefeitura fortalecer a parceria com o Conecta e as faculdades. “Podemos até chamar os alunos para criar soluções para a administração pública. Enquanto prefeito vou tentar fazer o elo e ajudar no que for possível para fomentar a tecnologia e inovação em Apucarana”, diz André.

Junior da Femac disse que o Parque Tecnológico do Vale do Ivaí vai abrigar o Conecta e incubar as startups que forem surgindo. “Estamos trabalhando para desenvolver a cultura inovadora, somos parceiros. Temos ajudado a trazer novos cursos para as faculdades e vamos apoiar no que for necessário. Exemplo é o Parque Tecnológico, no antigo IBC, que será um marco para Apucarana e região”, diz Junior.

Centro de Eventos

Uma outra pergunta foi sobre a viabilidade de um Centro de Eventos para Apucarana, uma vez que é uma luta antiga e que pode ajudar todos os setores.
Tanto a candidato Carol Scarpelini, quanto a candidata Malu Domingues, disseram que pretendem buscar apoio para este quesito.

Por sua vez, Laércio Luz, entende a necessidade, mas vê como muito difícil a concretização deste projeto nos próximos quatro anos.
Rodolfo Mota e André Romagnoli tem a mesma opinião neste sentido. Ambos defendem que este projeto deva ser uma iniciativa pública-privada. Só assim há possibilidade da construção de um Centro de Eventos em Apucarana.

Já Junior da Femac disse que irá reformar o antigo IBC, na saída para Curitiba, para abrigar o novo Centro de Eventos de Apucarana.

O presidente da ACIA, Jayme Leonel, explica que a sabatina aconteceu com os candidatos em horários diferentes. Tudo ocorreu na maior tranquilidade, como deve ser o processo democrático. “Agradecemos a presença de todos os candidatos e parabenizamos a todos pela coragem de enfrentar esta disputa, propor novas ideias e buscar soluções para melhorar a cidade de Apucarana”, conclui Leonel.

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