12/02/2020

Um garoto de 14 anos foi apreendido depois de assassinar o próprio pai, de 48, na madrugada desta quarta-feira (12), em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima foi esfaqueada 23 vezes. O homicídio ocorreu na casa da família, no bairro Jardim Colonial. Quando chegaram ao local os policiais militares encontraram o menino do lado de fora com a vizinha. Em conversa com os policiais, ele contou que teve uma discussão familiar e, no meio do atrito, o pai pegou uma faca. Detalhes da briga não foram esclarecidos.

Ainda na versão do agressor, ele pegou outra faca para se defender e desferiu 18 golpes nas costas, três na cabeça e dois no peito do pai. A vítima foi encontrada deitada em um colchão na sala com uma faca ao seu lado e uma poça grande de sangue. Conforme a polícia, a faca achada ao lado do homem estava com a lâmina intacta e sem indícios de uso. Ainda conforme consta no registro policial, o pai era diabético e tinha dificuldades de locomoção.

Pesquisa na internet – Ainda em conversa com os policiais, o adolescente contou que, antes do crime, realizou uma pesquisa na internet de “como matar uma pessoa usando uma faca”. O celular dele foi apreendido, e o adolescente foi levado à Delegacia de Plantão de Ribeirão das Neves.

Relato da vizinha – “Ele gritava ‘socorro, socorro’, queria que eu fosse lá dentro olhar se o pai estava vivo”. O relato é de uma vizinha do adolescente. Segundo ela, pai e filho viviam sozinhos na casa, no bairro Jardim Colonial, após a morte da mãe do menor, há cerca de seis meses – vítima de câncer. “Ele disse que fechou os olhos e esfaqueou durante a briga com o pai. O menino mesmo que chamou a polícia. Depois eu chamei outra viatura”, contou a mulher, sob anonimato.

Para os vizinhos e a namorada, o garoto também afirmou que se defendeu da vítima, que queria agredi-lo com outra faca. A família morava no local há mais de 20 anos. O adolescente nasceu e cresceu no bairro e era considerado um menino sem problemas.

“Pelo que a gente sabe, ele nunca deu problemas. A gente não sabe o motivo da briga e o que acontecia dentro de quatro paredes. O pai também era gente boa”, detalhou.

Família – “O câncer se espalhou no corpo da mãe. Ela sofreu muito. Ficava internada e voltava para casa. Depois que ela morreu, os dois ficaram sozinhos na casa. A irmã, por parte de pai, foi embora para Bahia há cerca de três meses”, detalhou a vizinha.

Ainda segundo vizinhos, pai e filho retornaram de uma praia do Espírito Santo nesta semana.

As informações são de O Tempo

Deixe seu comentário