15/05/2021

Polícia Civil de Apucarana cumpre mandado, prende falsa enfermeira e apreende vacinas contra Covid-19 desviadas na casa dela.

A Polícia Civil de Apucarana cumpriu mandado de busca e apreensão e prendeu, na manhã deste sábado (15), uma falsa enfermeira que aplicou vacinas contra a Covid-19 durante vários dias no Lagoão e com o conhecimento da Autarquia Municipal de Saúde (AMS).

Segundo informações, na casa da mulher foram apreendidas doses de vacinas e ela teria confirmado à Polícia que desviou as doses do imunizante, as vacinas eram aplicadas na casa da detida após combinação prévia via WhatsApp, conforme denúncia do Canal 38.

Um áudio da suposta falsa enfermeira oferecendo vacinas para serem aplicadas em sua casa estava circulando no WhatsApp.

De acordo com informações, a AMS não poderia concordar com o trabalho voluntário da falsa enfermeira, pois o estatuto dos servidores públicos municipais veda isso expressamente: Lei Complementar 01/2011 – Art. 3º. O servidor público exercerá as atribuições do cargo público em que for provido, exceto quando designado para exercer cargo de provimento em comissão, função gratificada ou para integrar comissão ou grupo de trabalho, na forma da lei. Parágrafo único – É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei.

Após tomar conhecimento de matéria divulgada na quinta-feira (13) no Portal 38 News (Falsa enfermeira pode ter aplicado soro ao invés de vacina e desviado doses em Apucarana), o presidente da Comissão Especial para Examinar o Cumprimento da Ordem de Vacinação contra a COVID-19 da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, deputado Delegado Francischini, encaminhou ofício ao prefeito de Apucarana, Júnior da Femac, solicitando informações e documentos sobre as denúncias referentes a “afronta” à ordem de vacinação e a contratação de “enfermeira voluntária” não regular no Conselho Regional de Enfermagem.

Inicialmente o caso foi tratado como boato pela Prefeitura, pela AMS, mas após o assunto ganhar divulgação de grande proporções, foi aberta uma sindicância para apurar “a origem da autorização indevida”. Isso depois que o vereador Lucas Leugi denunciou ao Ministério Público a atuação da suposta “enfermeira voluntária” na aplicação de vacinas contra o Coronavírus na cidade. Lucas Leugi garante que tem provas de que a mulher estaria atuando na vacinação e aplicando vacinas em sua casa, conforme consta em áudio amplamente divulgado. Em nota, o Ministério Público disse que a 2ª Promotoria de Justiça de Apucarana recebeu a denúncia e instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso, o que acabou resultando em expedição de mandado de busca pelo Judiciário, que foi cumprido na casa da mulher, resultando na detenção dela e na apreensão de vacinas na moradia.

O repórter Rodrigo Almeida da Rádio Nova AM, esteve na Delegacia de Apucarana onde fez entrevista com o delegado.

“Hoje nós demos cumprimento, na parte da manhã, a um mandado de busca e apreensão expedido pelo Judiciário da Comarca de Apucarana em razão de uma investigação que teve início no Ministério Público para apurar o suposto desvio de vacinas contra a Covid aqui na cidade. Durante o cumprimento do mandado de busca na residência da investigada nós localizamos uma ampola da vacina Astrazeneca, que contém cinco doses, e também uma ampola da vacina Coronavac vazia. A da Astrazeneca estava cheia e escondida dentro da geladeira da investigada. Além dessa ampola, nós localizamos também diversas seringas, alguns cartões de vacinação, enfim, outros elementos de informação que vão servir para instruir o inquérito policial. A mulher veio conduzida para a Delegacia de Polícia e está sendo autuada pela prática do crime de peculato, infração de medida sanitária e exercício ilegal da profissão, uma vez que, de alguma forma, ela acabou se passando por profissional da área de saúde. Em interrogatório ela afirmou que entrou em contato com o pessoal da Saúde daqui de Apucarana dizendo que queria ser voluntária nesse processo de vacinação e a partir do dia 16 de abril ela vem aplicando vacinas, trabalhando como voluntária. A vacinação que ela participou ocorreu na parte interna do Lagoão.

Veja entrevista completa do delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), doutor Marcus Felipe da Rocha Rodrigues.

1 COMENTÁRIO

  1. Deveria prender também o responsável ou responsáveis pela contratação desse lixo de pessoa,quantas vidas inocentes essa irresponsável pode ter prejudicado.

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