30/01/2020

Após denúncia ao Portal de Noticias do Canal 38, 16ª Regional de Saúde de Apucarana chama mãe ontem e repassa parte dos medicamentos ao filho de 11 anos com doença grave.

Foto: Momento em que o garoto de 11 anos estava recebendo a medicação em Curitiba.

Menos de 24 horas após o Portal de Noticias do Canal 38 divulgar matéria com uma mãe que pedia ajuda urgente para conseguir remédios não repassados pela 16ª Regional de Sáude (RS) de Apucarana, mesmo após ordem judicial, uma servidora do órgão telefonou para a mulher comunicando que ela já poderia pegar parte medicamentos e que já estariam à disposição.

Vanessa Silva, que reside em Arapongas, contou que recebeu o telefonema quando estava na sala do diretor de Saúde de Arapongas, que ouviu a conversa no celular. “Me comunicaram que eu já poderia ir até a 16ª RS em Apucarana para pegar dois medicamentos, mas a pessoa que me ligou aproveitou para me chamar a atenção porque procurei a imprensa, falando em tom áspero e intimidador”, disse Vanessa.

Ela acrescentou que na semana passada foi até a 16ª RS antes mesmo que chegasse no seu número de sua senha para atendimento, foi “convidada” a ir até a sala da chefia da 16ª RS e lá, mesmo tentando ser elegante, ele também teria questionado e chamando a sua atenção de forma velada, e me disse “Que isso nunca tinha acontecido e que ficou triste com meu post” segundo Vanessa, ela disse teria sofrido assédio moral e ainda acabou não recebendo os medicamentos, por isso procurou a reportagem do Canal 38.

Segundo Vanessa Silva, assim que o prefeito de Arapongas, Sérgio Onofre, tomou conhecimento da situação, se colocou à disposição dela para ajudar no que for possível para que o tratamento do menino não seja interrompido.  O garoto vai quatro vezes por mês a Curitiba para fazer tratamento e o custo das viagens e despesas é bancado pelo município.

Vanessa Silva também usou as redes sociais e foi ao Ministério Público (MP) para conseguir os mais de 10 medicamentos de uso contínuo que o menino faz uso, com custo mensal de mais de R$ 25 mil

A mãe do pequeno Cauê conta que ele tem 11 anos e há seis anos faz tratamento intensivo e continuo para conter uma doença respiratória pulmonar – (uma asma grave step 5 – essa asma é rara e muito severa, conforme Vanessa). Ela disse em entrevista na terça-feira (28) ao repórter Paulo Farias, do Programa Patrulha da Cidade, no Canal 38, que o menino faz uso diário dos medicamentos para se manter vivo por conta da grave enfermidade.

Ela também tem despesas frequentes para levar o filho até Curitiba quatro vezes por mês, onde ele faz tratamento. Vanessa disse que, além de não estar recebendo da 16ª RS os medicamentos que o filho necessita diariamente, ela também foi maltratada em outra ocasião por uma funcionária do órgão de Saúde Pública com sede em Apucarana.

A família reside em Arapongas e está fazendo uma ação entre amigos (macarronada a R$ 15 reais o cartão) para arrecadar dinheiro com a finalidade de comprar os medicamentos que deixaram de ser repassados pela 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana há cerca de 4 meses, conforme a mãe de Cauê.

Na tarde desta quarta-feira (29), após contato telefônico, Vanessa esteve na sede da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana e foi entregue apenas dois dos medicamentos, mas os medicamentos restantes alegaram problemas internos para serem disponibilizados, e a criança segue sem os medicamentos, mas já está melhor, já que o medicamento mais importante foi disponibilizado.

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