13/09/2021

Em reunião realizada em Londrina, o prefeito de Arapongas e presidente da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), Sérgio Onofre, anunciou que já está praticamente vencida toda a etapa burocrática para a instalação da usina de processamento de lixo urbano através do Processo de Conversão Térmica de Resíduos por Pirólise Anaeróbica.

O investimento será de R$ 100 milhões e o terreno será no município de Arapongas, às margens da PR-444. “Já temos as licenças ambientais e o Ok do governo estadual. Está praticamente tudo pronto para o início da implantação desta que será a primeira usina com esse perfil no Paraná”, afirmou o prefeito.

Durante a reunião, Sérgio Onofre apresentou os últimos detalhes do projeto aos prefeitos das cidades vizinhas, entre eles Marcelo Belinati, de Londrina. Como a capacidade da usina deverá ser de 500 toneladas/dia, é possível que outras cidades da região, havendo interesse, também participem do projeto. “É o caminho para resolvermos sérias questões ambientais”, acrescenta Sérgio Onofre.

Tecnicamente, a pirólise é a ruptura/recombinação molecular por aquecimento em ambiente sem oxidação. Dentre outras, esse moderno processo tecnológico assegura as seguintes vantagens: tecnologia patenteada, sistema modular e flexível (atende as mais variadas capacidades de processamento de resíduos), não geração de gases prejudiciais à saúde e meio ambiente, permite adequar o projeto à demanda e capacitação de investimento – flexibilidade, fácil manutenção, alta confiabilidade, auxilia na eliminação e recuperação de áreas de lixão e aterro e pode ser ajustado à necessidade específica do cliente no que se refere à produção de syngás ou óleo pirolítico. Ainda de acordo com o prefeito, o grupo que fará a instalação da usina é do Estado de São Paulo.

O secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Nilson Violato, disse que a previsão é de que a obra de implantação da usina seja iniciada ainda neste ano. “A usina faz parte da nossa proposta do Parque Tecnológico de Energia Renovável e Tecnologias Emergentes”, frisou Violato.

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