17/06/2021

O dia 17 de maio (Dia Internacional contra a Homofobia) é muito representativo para a população Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti, Transexual e Transgênero (LGBTI+), pois nesse mesmo dia no ano de 1990 era retirado da lista de Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) o homossexualismo.

A ativista e militante transfeminista LGBTI+ Renata Borges, que recentemente assumiu a presidência do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Apucarana, destaca que neste Dia de Combate à Violência contra Homofobia e a Transfobia é preciso lembrar sobre a importância de ter urgentemente a aplicação efetiva da lei 7716/89, a qual criminaliza a homofobia e a transfobia, lei essa que foi baseada no racismo.

“Nesses últimos 30 dias o Paraná ganhou repercussão nacional com atrocidades das mortes que ocorreram , sejam pela morte do professor gay membro do MST, como o caso dos gays assassinados e queimados em Curitiba. Hoje alguns aplicativos de relacionamento colocam em contato as vítimas com seus agressores e aí observarmos o quanto os meios tecnológicos são usados para marcar encontros e o quanto os grupos LGBTI+ são vulneráveis. Somos o País que mais mata LGBTI+ no mundo”, afirma Renata.

De acordo com a ativista, deve-se questionar principalmente a marginalização e a omissão do Estado e a dificuldade da empregabilidade, “principalmente no interior, onde a inexistência de políticas públicas nesse sentido fere nossas existências”. “Precisamos rediscutir a existência de LGBTI+ e, principalmente, entender a omissão de PROJETOS DE LEIS, digo isso porque todo avanço LGBT veio pelo STF e não via legislativos”, frisa Renata Borges.

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