29/01/2021

A ativista LGBTQ+ Renata Borges, de Apucarana, encaminhou informações ao portal 38 News nesta sexta-feira (29) informando que está prevista uma mobilização nesta sexta-feira (29) contra a transfobia e a homofobia para marcar o Dia da Visibilidade Trans (#PelaVidadasPessoasTrans) e ainda em razão de manifestações na internet através de comentários considerados por ela como depreciativos, em matéria sobre uma situação ocorrida na madrugada de 16 de janeiro, na Avenida Maracanã, em Arapongas, quando uma travesti foi ferida por dois tiros após um suposto desacordo comercial.

Renata acrescentou que após entrar com uma “notícia fato” na 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Apucarana, o Ministério Público (MP) determinou que fosse remetida a documentação para a Delegacia da Polícia Civil com a finalidade de instauração de inquérito para apurar possíveis crimes de transfobia e homofobia, supostamente praticados por servidores públicos municipais e um profissional liberal, através de comentários na internet em matéria sobre a travesti baleada, sendo que em um deles a pessoa (um profissional liberal) teria afirmado que a mesma seria um “produto vencido”.

“Tem dois servidores da Autarquia de Saúde que começaram chamar as meninas de “o” e um advogado também fez um comentário dizendo que a travesti seria um produto vencido. Isso me atinge e a população trans como um todo. Fiz a denúncia e acionei o MP, a Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), OAB da Diversidade, Associação Nacional dos Jornalistas dos Direitos Humanos e outras entidades porque gente não consegue acessar os serviços públicos por causa dessa transfobia. Alguns comentários foram apagados, mas eu printei. E essa mobilização desta sexta-feira (29) é para marcar o Dia da Visibilidade Trans, porque existe uma transfobia estrutural, nem estrutural, escrachada mesmo. Eu sou uma mulher trans e sei o que a gente passa. As pessoas devem entender que a gente quer acessar direitos básicos e a gente não consegue”, frisa a ativista Renata Borges.

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