08/07/2020

O capitão Éldison Martins do Prado, comandante do BPFron, que é de Apucarana, destacou que a droga apreendida poderia ser fracionada em 81 mil doses de perigo, violência e mal às famílias, levando milhares de jovens ao abismo do vício, do qual se tornam escravos.

O capitão Éldison Martins do Prado , comandante do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) confirmou nesta quarta-feira (8) que policiais da unidade apreenderam com uma moça de 18 anos mais de 21 quilos de cocaína, na noite de terça-feira (07), em Guaíra. Com ela estava uma irmã de apenas 10 anos. A droga foi localizada em uma caixa no interior de um veículo Gol, de cor cinza. Ao todo, 20 tabletes de cocaína foram apreendidos e avaliados em R$ 1 milhão, que poderiam render 80 mil papelotes da droga para ser comercializada no varejo.

O capitão Prado afirmou que a apreensão foi mais um duro golpe no tráfico de drogas, que está na pirâmide da criminalidade. “Do tráfico derivam outros crimes, pois muitos jovens dependentes químicos furtam, roubam e até matam por causa dessa praga social que desestrutura famílias e leva pessoas à mendicância existencial e até à demência, sem que as mesmas percebam que estão se transformando em zumbis aterrorizados e atormentados por teorias da conspiração imaginárias por conta da escravidão do vício”, ressaltou o comandante do BPFron.

CRIANÇA COMO DISFARCE
A jovem disse à polícia que receberia R$ 2 mil pelo transporte do entorpecente e que levou sua irmã, de 10 anos, para evitar uma possível abordagem policial, despistando os agentes da lei. A moça presa foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Guaíra e autuada em flagrante por tráfico de drogas e aliciamento de menores. O veículo e a cocaína também foram apreendidos e encaminhados às autoridades competentes. Já a menor foi conduzida para o Conselho Tutelar.

O capitão Prado reitera que ação integra a Operação Hórus e resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão para o crime organizado. “Vale destacar a astúcia dos policiais que abordaram a moça e o prejuízo causado aos criminosos, além do golpe à logística dos traficantes e da importância de retirar essa droga de circulação, pois muito jovens poderiam se iniciar no vício ou continuar no mesmo, já que essa cocaína poderia ser fracionada em 81 mil doses de perigo, violência e mal às famílias, provocando mortes precoces e gerando riscos à sociedade”, completou o capitão Éldison Martins do Prado, que durante muitos anos trabalhou no 10º BPM de Apucarana, sempre de forma operacional e ostensiva e em parceria com o major Vilson, que hoje permanece no 10º BPM de Apucarana.

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