08/04/2021

O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Londrina, do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) ofereceu denúncia ao Judiciário em 12 de março deste ano contra pessoas investigadas a partir da Operação Casa de Papel, entre as quais cinco ex-prefeito, inclusive do município de Cambira, por fraudes a licitações através de empresa de fachada.

Conforme a denúncia, os indícios coletados nas investigações indicam que, ao menos a partir de 2013 e até 2020, um grupo de empresários teria constituído organização criminosa para praticar crimes contra a administração pública, especialmente fraudes em processos licitatórios em diferentes municípios paranaenses, de forma reiterada, em benefício de empresas e particulares. O chefe da organização manteria vínculos com agentes públicos e servidores com cargos estratégicos, responsáveis pela deflagração dos procedimentos de licitação nesses municípios.

A denúncia apresenta oito fatos criminosos (envolvendo fraudes em procedimentos licitatórios e em contratações diretas) praticados pelo grupo, em possível conluio com o ex-presidente da Câmara Municipal de Astorga (no biênio 2015-2016) e com os ex-prefeitos de Cambira, Sabáudia, Santo Inácio, Centenário do Sul e Pitangueiras (todos do mandato 2013-2016), que se utilizavam de empresas de fachada e “laranjas” para praticar os crimes.

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