23/02/2021

As posturas antidemocráticas da mesa diretora e dos vereadores parecem que vão ser recorrentes na atual gestão por tudo que foi visto até agora em Apucarana. Poim foi questionado sobre o caso de pedofilia de Mauro Bertoli e disse que não estava por dentro do que está acontecendo.

Estamos apenas no segundo mês do ano. Nesta segunda-feira (22), a imprensa foi novamente impedida de acompanhar sessões extraordinária e ordinária sob um pretexto questionável, usando a Covid-19 com argumento de justificar a arbitrariedade, mas os vereadores da situação queriam também blindar o vereador Mauro Betoli para que o mesmo não fosse questionado sobre as investigações contra ele feitas pelo Ministério Público por crime eleitoral e suposta pedofilia.

Barrar a imprensa no prédio do Legislativo Municipal e os vereadores da situação pensam que solucionam os problemas e questionamentos barrando a imprensa no prédio do Legislativo Municipal. E presidente Poim parece que adquiriu uma conduta autoritária, se especializando em blindar seus companheiros políticos para impedir o trabalho da imprensa.

E nesta segunda-feira (22) não foi diferente. A liberdade de expressão é um dos principais pilares da democracia, mas para quem está pouco se lixando para isso, é compreensível que o grupo político e alguns de seus fantoches, tentem barrar a imprensa para conseguirem seus objetivos escusos. Mas eles se esquecem que um dia poderão ser cobrados por isso pelo eleitorado, nas urnas ou mesmo na Justiça. O desmando e a ilegalidade é facilmente comprovada, já que pelo menos dois secretários da administração Municipal, Laércio de Moraes e Ivan da Silva, estavam no prédio do legislativo, um deles no plenário assistindo a sessão.

O repórter Márcio Silvestre, do Canal 38, esteve na Câmara na segunda-feira (22) e confirmou in loco que a imprensa estava proibida de assistir a sessão do Legislativo Municipal. De acordo com Silvestre, não autorizaram entrar nem para filmar. “Nós não sabemos o que está acontecendo lá dentro. Será que eles não estão querendo que a população de Apucarana não seja informada a respeito do que está acontecendo?”, questionou o repórter.

O presidente da Câmara ao ser questionado pelo repórter sobre o caso de pedofilia de Mauro Bertoli, o presidente disse que não estava por dentro do que está acontecendo, que era para procurar os advogados. Poim deve ser o único político da cidade que não sabe do caso de pedofilia.

Silvestre lembrou do início da pandemia. “Todos os protocolos são respeitados desde o começo da pandemia e a população e a imprensa deveriam estar sim acompanhando a sessão da Câmara. Duas viaturas da Guarda Municipal estavam no local no momento da reunião dos vereadores, nós perguntamos e nem eles sabiam porque foram chamados em frente à Câmara Municipal, pois não havia aglomeração”, disse o repórter Márcio Silvestre, que entrevistou os vereadores Lucas Leugi e Moisés Tavares.

“Olha, o presidente baixou um decreto até assinado por outros vereadores, não fui convidado para a reunião e eu não sei do teor que estava no decreto. A imprensa é um órgão que é imparcial, que precisa estar nos locais para levar de fato o que ocorre aqui para população. Cercear a entrada da imprensa, seja ela qual for, é cercear o direito das pessoas de terem de fato a publicidade dos atos que são do Legislativo. É uma decisão deles; eu acho que passou de um momento de democracia e agora nós estamos entrando para censura”, afirmou Lucas Leugi.

Já Moisés Tavares disse que a proibição do acesso da imprensa à Câmara acontece em decorrência de um ato da mesa executiva da Casa de Leis pelos cuidados em relação à pandemia de Covid- 19, que torna a participação nas sessões reduzida. “Um decreto determinou que as sessões sejam restritas aos vereadores e aos poucos assessores da Câmara municipal. Isto foi aprovado já na semana passada e infelizmente nós temos a participação reduzida, tanto da imprensa quanto da população, que é a maior interessada inclusive, ou através da imprensa ou participando presencialmente”, disse Moisés Tavares.

Veja as entrevistas de Lucas Leugi e Moisés Tavares em vídeo do Canal 38.

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