13/06/2022

Os velhos problemas e irregularidades no Residencial Fariz Gebrim continuam… Trabalhadoras contratadas por uma empresa de Limpeza terceirizada reclamam da falta de pagamento. A maioria das trabalhadoras da terceirizada sequer tem registro em suas carteiras.

De acordo com diversas trabalhadoras que procuraram o vereador Lucas Leugi e o Canal 38, a maioria contratadas pela empresa terceirizada de limpeza estão sem receber.

“Eu e minhas parentes e amigas trabalhamos para uma empresa terceirizada da construtora ou da prefeitura de Apucarana, e até agora não saiu o pagamento; estamos com luz atrasada, algumas trabalhadoras estão passando necessidades e até fome. E a empresa não paga a gente; não sabemos se eles recebem da prefeitura ou da construtora, e a empresa pagou somente parte da dívida. Vão ficar dando calote até quando? Será que o prefeito, a Caixa Econômica Federal tem conhecimento dessa Maracutaia”, questionou a trabalhadora.

Outra trabalhadora relatou: “Me chamo Solange, moro na cidade de Califórnia eu também trabalhei nas casinhas do Residencial Fariz Gebrim; a dona da empresa terceirizada me fez assinar na rua o recibo de R$ 1.350,00, estava meio escuro e me passou o envelope grampeado, cheguei em casa tinha R$ 498,00. Veja a imagem das notas, fui enganada e trabalhei lá mais de um mês e não recebi nem a metade das casas que eu lavei. Diversas pessoas que conheço também não receberam, dia 10 faz um mês que ela está devendo” denunciou a trabalhadora.

Eu me chamo Liliane, sou moradora na Rua Adão Kanievski, no Jardim Morada do Sol, em Apucarana, eu trabalhei nas casas do Residencial Fariz Gebrim da prefeitura e eu e umas meninas tivemos que abrir um MEI e trabalhamos na limpeza das casas e já faz um mês e não recebemos. A prefeitura já fez sorteio para as pessoas entrarem nas casas e a responsável pela suposta empresa terceirizada fica dizendo que não receberam e não pagam a gente.

“ Aí fica complicado, estamos com tudo em atraso, a mulher está recebendo e não paga ninguém direito, fiquei esperando o mês todo e ela mandou o filho dela me trazer R$ 220,00; ela está acostumada a fazer isso, ela não responde aos contatos, chegou a dizer que estava com Covid, mas já passou um mês; eu vi ela toda elegante em frente ao shopping, ela alega que repassaram o dinheiro, mas não era suficiente para pagar todos e sumiu, ela deu valores diferentes para cada uma das trabalhadoras, e alega que não tem dinheiro, eu estou com luz e aluguel atrasados, sei de mais cinco mulheres que ficaram sem receber, as outras saíram logo no início. O valor que deveria ser pago é de R$ 90,00 por casa limpa, eu fiz 28 casas junto com minha amiga e ela me pagou apenas 7 casas” reclamou.

Ainda de acordo com Liliane “Nós trabalhamos no Cemei que estava terminando obra e ela disse que lá seria um valor diferenciado, aí ficamos 7 dias, sendo dois deles até de noite, aí ela veio com o envelope para eu assinar mandado pelo filho que estavam sendo pagos 5 dias trabalhados por R$ 220,00” finalizou a denunciante.

A reportagem tentou entrar em contato com a empresa nos telefones na pagina nas redes sociais, mas não atenderam ou retornaram as ligações.

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