Delegada Thaís Orlandini Pereira, titular da Delegacia da Mulher de Arapongas

30/09/2020

A delegada Thaís Orlandini Pereira, titular da Delegacia da Mulher de Arapongas, concedeu entrevista ao portal do Canal 38, nesta quarta-feira (30), na qual confirmou que prosseguem as investigações relativas ao caso da morte da bebê de 4 meses no Hospital Materno Infantil de Apucarana, após internamento hospitalar durante cerca de duas semanas, mas que o caso corre sob segredo de Justiça.

De acordo com a delegada, a criança foi internada no dia 12 de setembro, mas a Polícia Civil tomou conhecimento do caso no dia 16. A princípio a bebê foi socorrida pelo Samu e deu entrada no hospital em Apucarana como se tivesse engasgado durante aleitamento (segundo foi informado pelos pais, que falaram na ocasião não ter condições financeiras para pagar alguém para cuidar das duas filhas gêmeas de 4 meses). Mas após a morte da pequena menina, que tem uma irmã gêmea, exame de necropsia realizado no IML de Apucarana constatou que a bebê apresentava edema na cabeça e fratura e outras lesões físicas. A entrada do corpo da menininha no IML foi registrada como vítima de “lesão física” e não engasgamento, como teria sido informado inicialmente por familiares da criança.

A delegada Thaís confirmou que policiais estiveram na casa da família da menininha, na Ria Batuíra Grande, no Jardim São Bento, no dia 17 de pela manhã, e constataram que lá permaneciam mais duas crianças (uma das quais a irmã gêmea da que faleceu) e o ambiente naquele dia era de normalidade, mas foi localizado um revólver calibre 38 (avaliado em R$ 2,5 mil), que o pai da bebê informou ser para a sua defesa pessoal. Ele foi encaminhado à Delegacia da Mulher junto com a arma de fogo, pagou fiança de 3 salários mínimos e acabou liberado na sequência.

A doutora Thaís reiterou que as investigações relativas ao caso prosseguem sob sigilo de Justiça, mas ainda é aguardado um laudo pericial a ser anexado no inquérito. A delegada acrescentou que não tem conhecimento de que alguém teria insinuado fazer justiça com as próprias mãos, como chegou a ser noticiado por um órgão de imprensa, e fez uma observação final: “Em nenhum tipo de situação deve ser feita Justiça por meios próprios, com as próprias mãos”.

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