08/04/2021

O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, doutor Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, concedeu entrevista ao repórter e apresentador Paulo Farias, do Programa Patrulha da Cidade, do Canal 38, na qual falou sobre uma bola de futebol “recheada” com 200 gramas de maconha, que foi despachada pelo Sedex dos Correios para encarcerados no minipresídio local, mas acabou interceptada nesta quinta-feira (8) por agentes carcerários do Departamento Penitenciário (Depen).

Recentemente uma moça também tentou encaminhar mais de 150 micropontos de LSD via Correios para um detento do minipresídio de Apucarana, mas o entorpecente acabou interceptado. As visitas aos detentos estão suspensas para evitar o contágio em razão da pandemia de Covid-19 e os Correios estão sendo usados para essas finalidades criminosas.

O doutor Marcus informou que um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil, que vai ouvir os presos sobre essa situação. “Esse material foi trazido aqui para Delegacia de Polícia pelos agentes penitenciários que atuam na cadeia pública de Apucarana e conforme os relatos dos agentes, eles informaram que estas drogas são drogas na verdade que foram enviadas via Sedex, juntamente com os mantimentos que os presos, que os detentos, estão recebendo via Sedex. Mas toda correspondência, todo Sedex que é recepcionado aqui na Cadeia são rigorosamente revistados pelos agentes”, frisou o delegado-chefe

Segundo ele, agora a Polícia Civil vai fazer uma oitiva dos agentes penitenciários. “Também vamos instaurar o inquérito policial e ouvir os detentos que estão na unidade prisional, uma vez que as correspondência possuem destinatários e se for o caso, vamos até mesmo representar pela prisão dessas pessoas que forem devidamente identificadas como remetentes, podendo as mesmas responder pelo crime de tráfico de drogas. Os presos não estão recebendo visitas por causa da pandemia e por isso recebem os produtos de higiene pessoal e alimentação via sedex e as drogas que são encaminhadas dentro de bola, em fundo de chinelo, fundo de caneca, em tudo isto os agentes penitenciários fazem a revista, localizam as drogas e trazem aqui para Delegacia, onde é instaurado o inquérito policial”, finalizou o doutor Marcus.

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