Foto: Reprodução/Canal 38

22/06/2022

O delegado que estava de plantão na 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Doutor Felipe Ribeiro Rodrigues, concedeu entrevista nesta quarta-feira (22) sobre as investigações em relação à morte do adolescente Alekson Ricardo Kongenski, de 13 anos, após briga nas imediações de um colégio no Jardim Ponta Grossa na noite de terça-feira (21). Conforme o Doutor Felipe, há indícios de que a causa da morte pode estar relacionada com alguma comorbidade anterior à agressão.

“Não foram evidenciados no corpo do menor, no Instituto Médico Legal, nenhum tipo de trauma. É provável que a causa da morte tenha sido alguma comorbidade anterior que o médico determinará no exame de necropsia”, afirmou o delegado.

Conforme Doutor Felipe, houve o envolvimento de cerca de seis adolescentes na confusão, mas dois deles chegaram efetivamente às vias de fato – o adolescente suspeito, de 15 anos, e a vítima. “Os demais praticaram assistência moral, incentivaram a briga, mas não chegaram a praticar nenhuma agressão”, disse o delegado.

Três adolescentes já foram ouvidos e algumas testemunhas. Agora, o delegado espera que o adolescente de 15 anos se apresente à Delegacia. “Estamos aguardando a apresentação espontânea e voluntária dele. Caso ele não se apresente, teremos que tomar medidas um pouco mais enérgicas, mas acreditamos que a família o apresentará”, afirmou o Doutor Felipe.

De acordo com o delegado, o motivo da briga teria sido banal, por conta de uma confusão do cotidiano juvenil. Nenhum dos adolescentes tinha passagem pela polícia. “Fica de lição a todos nós, autoridades, educadores e pais, que tem a incumbência de informar os nossos futuros cidadãos. Muitas vezes atos impensados resultam em atos trágicos”, ressaltou o Doutor Felipe.

O delegado acrescentou que se for confirmada a morte por causa anterior, o adolescente de 15 anos irá responder pelos atos praticados contra a vítima, mas não pelo resultado de morte. Caso fique comprovada a morte em decorrência da agressão, ele poderá responder por ato infracional equivalente a homicídio culposo (quando não há a intenção de matar).

Familiares de Alekson Ricardo Kongenski confirmaram que o adolescente fazia tratamento para epilepsia. Veja a entrevista do Delegado Doutor Felipe Ribeiro Rodrigues ao Canal 38 em vídeo.

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