21/10/2020

Denúncia formulada ao Ministério Público (MP) dando conta que existiria suspeita de suposto superfaturamento e direcionamento de licitação para a construção de faixas elevadas para a travessia de pedestres em via públicas de Apucarana levou o Promotor de Justiça Eduardo Augusto Cabrini a baixar portaria recentemente para apurar a situação.

A denúncia realizada por um empresário e candidato a vereador, revela que o valor unitário pago em 2018 para a construção de tais faixas elevadas foi de R$ 5.925 e agora, em 2020, esse valor deu um salto para R$ 13.000 para cada faixa instalada.

Com um detalhe agravante já que a reportagem do Portal do Canal 38 flagrou que a conclusão do serviço foi realizada por servidores da prefeitura de Apucarana, quando pelo edital da licitação isso deveria ser feito pela empresa vencedora da mesma.

E para aumentar ainda a desconfiança da população, no edital de licitação para construção dessas faixas elevadas consta que caberia à empresa vencedora do processo licitatório fornecer materiais, incluindo a tinta branca, e mão-de-obra para tal, mas no próprio site da Prefeitura de Apucarana havia uma foto de servidores municipais pintando com tinta branca tais faixas elevadas e usando um veículo da frota municipal para fazer o serviço.

Com a iniciativa agora do Ministério Público de apurar possíveis irregularidades da administração municipal, parece que a “Caixa-preta” das licitações em Apucarana está começando a ser aberta.

O Portal de Notícias do Canal 38 já havia recebido graves denúncias de possíveis irregularidades sobre suposto direcionamento de licitações com “cartas marcadas”, denunciadas por empresas que foram prejudicadas em tais processos na administração municipal.

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