07/11/2019

‘Pra quê cria essas merdas dessas delegacias?’, questiona o deputado estadual Adriano José (PV) ao reclamar; sindicato pede investigação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

O deputado estadual Adriano José (PV) de Maringá fez uma transmissão em vídeo por meio de redes sociais na terça-feira (5) criticando com termos ofensivos o atendimento que recebeu na delegacia do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), em Curitiba.

No vídeo, o parlamentar relata que procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência por estar, segundo ele, sendo vítima de notícias falsas envolvendo um perfil falso de redes sociais que utiliza uma foto dele para vender armas.

Conforme o deputado, o atendimento foi “uma enrolação danada”. No vídeo, Adriano José se revoltou ao falar de uma relação de itens que precisava entregar para a polícia para colaborar na investigação.

“Eu saí de lá estarrecido. Falei: p****, se é pra mim fazer esse monte de coisa aqui significa que eu vou ter que investigar, quem tá fazendo “fake News” contra mim. Então pra quê que cria essas merda dessas delegacias? Pra quê que tem essas bostas dessas delegacias? Pra gente ir lá fazer boletim de ocorrência e eles não vão investigar p**** nenhuma?”, questionou.

O Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol) informou que protocolou na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na tarde desta quarta-feira (6), um documento exigindo uma retratação do parlamentar e uma investigação interna.

No entendimento da entidade, o deputado feriu o regimento interno da Alep porque teve uma postura que não condiz com a de um parlamentar.

“Tentou ter atendimento diferenciado. Nem li, nem em nenhuma delegacia da Polícia Civil tem atendimento diferenciado. Todos são iguais. O senhor [deputado] tem que respeitar uma instituição com a Polícia Civil”, afirmou o presidente do Sinclapol, Kamil Salmen.

Em nota, a Alep informou que o vídeo é uma opinião pessoal do deputado e que não recebeu nenhuma reclamação oficial.

Adriano José teria ligado na tarde desta quarta para o presidente do sindicato e pediu desculpas. Ele também usou a tribuna da Casa para comentar o caso.

Também por meio de nota, o deputado disse que o resultado do atendimento na delegacia não foi o esperado e que em “nenhum momento se valeu da condição de deputado estadual para receber atendimento diferenciado”.

“O deputado reconhece que se excedeu nas redes sociais e pede desculpas a todos os profissionais que se sentiram ofendidos com a colocação. O parlamentar declara o profundo respeito ao trabalho dos policiais civis do Paraná”, diz trecho do comunicado.

Com informações G1 – RPC

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