25/03/2020

O dono de um restaurante à margem da rodovia PR-272 e mais duas pessoas acabaram detidas por desobediência, desacato e resistência, por volta das 20 horas de terça-feira (24), no município de Cruzmaltina.

De acordo com boletim de ocorrência que consta em relatório divulgado pelo 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), um comboio composto pela PM, Polícia Civil e Guarda Municipal (GM) fazia rondas para orientar os moradores e comerciantes de Cruzmaltina sobre o toque de recolher por causa do coronavírus quando em um restaurante à margem da PR-272 foi verificado que o estabelecimento continuava aberto e que algumas pessoas se aglomeravam na porta do local. O dono do restaurante, ao notar a aproximação do comboio policial, fechou a porta e pediu para as pessoas se dispersarem.

Durante as argumentações das forças de segurança ao dono do estabelecimento, observando que ele estava violando as normas vigentes em caráter extraordinário de não permitir aglomeração e acatar toque de recolher, o mesmo teria reagido de forma grosseira, se insurgindo contra os agentes de segurança em voz alta e afirmando que ninguém estava aglomerando e que serviria o jantar para os caminhoneiros que estavam no estabelecimento antes de fechar o mesmo.

Durante o entrevero um jovem disse que estava filmando tudo. Ele foi orientado pelos agentes de segurança a se identificar e que o telefone seria apreendido para que o vídeo fosse eventualmente usado como prova da legalidade da operação.

Mas, conforme a PM, rindo e ironizando, o jovem se recusou a entregar o celular. No mesmo instante, o dono do restaurante e a esposa dele puxaram o rapaz pelo braço para o interior do estabelecimento e empurraram a porta do estabelecimento contra o corpo do delegado da Polícia Civil que participava da operação. O casal e o rapaz então receberam voz de prisão, mas os dois homens resistiram com chutes, socos e empurrões.

A PM acrescentou que no início da ação foi percebido pelos agentes de segurança que uma outra pessoa filmava tudo o que ocorria com seu telefone celular. Tal pessoa foi identificada e qualificada como testemunha da ação policial e teve o celular apreendido.

Os envolvidos na situação acabaram conduzidos à 53ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRP) de Faxinal para os procedimentos legais.

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