14/05/2022

Nas redes sociais, os vídeos das estagiárias de jornalismo do TRE em Curitiba já foram vistos por mais de 17 milhões de pessoas, que interagem e compartilham.

No Paraná, eleitores jovens estão ajudando no combate às informações falsas.

O dia é de gravação para as estagiárias de jornalismo do Tribunal Regional Eleitoral em  Curitiba. Não por acaso, a linguagem e as ferramentas são a cara da juventude, coisa que até pouco tempo atrás não era usual por lá.

Os ambientes costumam ser frios, sisudos, formais, mas, em alguns cantos do tribunal, o gelo está sendo quebrado. Elas trabalham com leveza e bom humor para combater a desinformação e ajudar o eleitor a se livrar das fake news.

É o eleitor jovem que a mensagem quer alcançar. Nas redes sociais, os vídeos já foram vistos por mais de 17 milhões de pessoas, que interagem e compartilham.

“A gente percebe que eles também mostram para os pais, porque, às vezes, tem uns comentários tipo: ‘Minha mãe sempre fala isso e eu sempre mostro vídeo para ela’. ‘Meu tio parou de acreditar nisso porque eu mostrei o vídeo que vocês fizeram’”, conta a estagiária Beatriz Ortigas.

O cientista político e professor da PUC-PR Cézar Bueno de Lima avalia que a participação dos jovens é decisiva no combate às fake news. O Brasil ganhou, para a eleição deste ano, mais de 2 milhões de eleitores de 16 a 18 anos, segundo dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral.

“A juventude influencia a família, influencia o círculo de amizade, influencia o debate na escola, ou seja, ela influencia todos os espaços possíveis da sociedade”, afirma Cézar Bueno.

Contra o jogo sujo da mentira, perguntas e respostas abastecem um aplicativo. Quem abre encontra utilidade pública com uma linguagem fácil, e, de quebra, compartilha só verdades.

“O jovem é uma antena que está captando novas informações, curiosidades, enfim. Então, essa é a pessoa que consegue receber de maneira mais interessante a informação e compartilhar com sua família”, ressalta Roosevelt Arraes, presidente do Instituto Mais Cidadania.

A estudante Sofia Kreuz começou pelos avós. Ela tem 18 anos e vai votar pela primeira vez. Eles falam de notícias que chegam pelo celular, trocam informações sobre a eleição que vem aí. É parceria de confiança.

“Eu tento passar o máximo de informação que eu consigo, que eu aprendo também com outras fontes, e tento mostrar para eles o caminho mais verdadeiro”, diz.

Repórter: O senhor já teve coisa que ficou em dúvida e perguntou para ela?

Romeu Kreuz, de 82 anos, avô de Sofia: Já, já. Ela é uma pessoa que você pode confiar. Eu ouço muito o jovem, Sofia é testemunha disso, né, Sofia?

Sofia: É verdade!

Fonte: G1 – Jornal Nacional

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