22/03/2022

Aysa Marian Batista, de 4 anos foi sepultada às 10h30 desta terça-feira (22); família reclama do atendimento prestado à criança na UPA de Apucarana.

Familiares da garotinha de 4 anos, que residia na cidade de Cambira e morreu por volta das 17h30 de segunda-feira (21), após ser atendida três vezes na Unidade de Pronto Atendimento de Apucarana (UPA) e posteriormente passar pelo Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Arapongas e por último ser internada na Santa Casa de Misericórdia de Arapongas, querem saber a causa da morte da criança. A mãe da criança enalteceu o atendimento médico em Arapongas, mas reclama do atendimento prestado à garotinha na UPA de Apucarana.

A mãe da menininha morta, Carla Batista, disse em entrevista ao repórter Marcelo Oliveira o que aconteceu na UPA de Apucarana e afirmou que não fizeram nada para salvar a vida da sua filha. “Antes de vir para a Santa Casa de Arapongas levei minha filha na UPA de Apucarana, expliquei tudo que estava acontecendo e aí a médica que atendeu ela disse que minha filha poderia estar me imitando, seguindo os meus passos, porque sofro de ansiedade e depressão e não consigo comer e dormir. Aí foi pedido exame de sangue e constatado anemia e fraqueza dos nervos, mas ao invés de darem remédio para a minha filha, mandaram ela embora sem dar remédio nenhum e disseram que a gente tinha que procurar postinho de saúde, só que minha filha estava mal naquele momento e eles não fizeram nada por ela. Aí ela continuou ruim, não conseguia andar sozinha. Na Santa Casa e no PAI em Arapongas ela foi tratada muito bem, mas na UPA de Apucarana nós a levamos três vezes e eles mandaram ela embora sem fazer nada e agora perdi minha filha, que fez aniversário no último sábado”, lamentou Carla.

Muito revoltada, a avó da criança, Aparecida, disse na mesma entrevista ao repórter Marcelo Oliveira que as pessoas são “tratadas como cachorros” e que perdeu a neta por negligência médica na UPA de Apucarana. “Aqueles médicos da UPA tiraram a vida da minha neta. Eles não cuidaram dela por isso que ela morreu, porque se eles tivessem cuidado e fizessem os exames ela estaria aqui conosco agora. Quem tem criança pequena, se levar naquela UPA de Apucarana, insista para os médicos examinarem, porque eles olham para a cara da gente e dizem que temos que procurar um posto de saúde. A gente é pobre, mas não merece ser tratado como cachorro”, desabafou a avó da criança.

Muito revoltada, a avó da criança, Aparecida, disse na mesma entrevista ao repórter Marcelo Oliveira que as pessoas são “tratadas como cachorros” e que perdeu a neta por negligência médica na UPA de Apucarana.

Segundo a tia e madrinha de Aysa, a araponguense Matilde Ortega, cunhada de Carla Batista, “Levaram a Aysa três vezes na Unidade de Pronto Atendimento de Apucarana (UPA), mas o médico receitou apenas o medicamento dipirona. Minha afilhada não conseguia mais andar de tanta dor no peito e gritava muito”, relatou Matilde.

Ela acrescentou que no último domingo (20) a menininha foi levada para o Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Arapongas, que encaminhou Aysa para a Santa Casa. “Os médicos fizeram de tudo, mas foi tarde demais, completou a madrinha da pequena Aysa .

De acordo com parentes da criança, eles não sabem o que de fato acometeu Aysa até hoje, mas acreditam que alguma coisa poderia ter sido feita para salvar a vida da menininha.

Aysa foi sepultada nesta terça-feira (22), às 10h30, no Cemitério Municipal de Arapongas, onde residem vários de seus familiares, em clima de muita comoção e indignação pelo falecimento prematuro dela.

Veja entrevista completa realizada pelo repórter Marcelo Oliveira com parentes da criança.

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