Ligia tinha 44 anos e foi morta na cozinha da igreja, em Londrina — Foto: Polícia Militar/Imagem cedida

11/04/2022

Lígia, de 44 anos, foi assassinada com cinco tiros na região da cabeça enquanto almoçava

O irmão e a cunhada de Lígia Fernandes Silva, que foi morta dentro da paróquia São Luiz Gonzaga, na avenida São João, na semana passada, foram até o 5º Batalhão da Polícia Militar na manhã desta segunda-feira (11) para agradecer a ação rápida do serviço de inteligência na solução do feminicídio.

Para os familiares, se o criminoso não tivesse sido preso, ele estaria ameaçando a todos e continuaria no mundo do crime. “Eu queria agradecer o bom trabalho da polícia, porque se não fossem eles, não se sabe quanto tempo ele iria viver solto por aí. Se ele atirou em um aqui, a vida dele com certeza seria bandida”, disse Júlio Cesár Silva, irmão de Lígia.

Lígia, de 44 anos, foi assassinada com cinco tiros na região da cabeça enquanto almoçava. Ela cobria férias como zeladora no local. Desde o início, o ex-marido era o principal suspeito do crime. Ele estaria inconformado com o fim do relacionamento.

O criminoso, Everton Schefa, segue preso no estado de São Paulo. Ele foi detido na última quinta-feira (7) por policiais rodoviários após acompanhamento tático. Segundo o comandante do 5º BPM, o tenente coronel Nelson Villa, a prisão do suspeito partiu de uma investigação integrada da polícia. 

Na abordagem do suspeito, foi encontrada a arma utilizada no crime. Em um primeiro momento, ele foi detido por porte ilegal de armas. “Ainda não tínhamos conhecimento a respeito da expedição do mandado de prisão pelo feminicídio praticado na semana passada, mas quando a polícia de lá foi fazer a consulta no sistema, constatou que o mandado havia acabado de entrar em vigência e portanto emitiu também voz de prisão”, relatou Villa.

Ligia tinha 44 anos e foi morta na cozinha da igreja, em Londrina — Foto: Polícia Militar/Imagem cedida

 

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