12/01/2021

Apucaranense ficou revoltado com um médico, que teria alegado que sua esposa morreu de Covid-19 só 5 minutos antes do óbito.

O marido da mulher, com a qual foi casado durante 56 anos, alega que não foi este o motivo da morte da esposa, que havia passado por uma cirurgia. Ele ficou indignado por não ser possível velar a companheira de tantas décadas por causa de um atestado de óbito que ele classifica como “mentiroso”

O apucaranense Jair Cordeiro, residente na Rua Paranaguá 872, no Jardim Ponta Grossa, em Apucarana marido de Maria José Cordeiro, que faleceu no dia 31 de dezembro de 2020, no Hospital da Providência, procurou o Canal 38 e concedeu entrevista ao repórter e apresentador Paulo Farias, do Programa RTV Patrulha, para dizer que está revoltado com um médico do Hospital da Providência, que atestou a morte de sua esposa como se fosse de Covid-19, só que, segundo Jair, na verdade o exame para Coronavírus deu negativo.

“Minha esposa ficou internada 13 dias, eles mantiveram ela com acompanhante 24 hora por dia e mantiveram mais 4 doentes do lado dela no quarto 24 horas também com acompanhante do lado e quando minha mulher estava morta eles levaram ela para o centro de Covid e com cinco minutos disseram que ela estava com suspeita de Covid e havia falecido. Eu queria dar um velório digno para minha esposa, que ela merecia e não consegui por causa disso. A gente viveu a 56 anos casados, mas como a gente se criou junto então são 70 anos de vida a dois e a hora que estava no cemitério, na hora de abaixar o caixão, saíram arrastando o caixão em cima do piso para levar na sepultura e foi tudo quebrado, tudo estourado. A gente paga o Prever a vida toda e na hora do sepultamento o caixão ficou todo quebrado. Já a sepultura que eu tinha comprado por mais de R$ 4.300, a gaveta ficou interditada por causa dessa mentira de Covid-19; agora se quiser enterrar outra pessoa lá não posso, pois eles não tiraram do atestado de óbito que era morte por Covid, mesmo com o exame dando negativo.

No hospital foi muito bom o atendimento das enfermeiras, os médicos atenderam muito bem, só no finzinho que este médico pediu para levar ela para dentro da sala de Covid-19 e em cinco minutos já disseram que minha mulher já estava morta. Não pude dar um velório digno para minha esposa, que tanto merecia. Não tinha nada a ver com Covid e ela ficou treze dias com acompanhante e o doutor que fez a cirurgia disse para mim que a situação dela era irreversível, eu concordei com ele. Aí no finalzinho disseram que era Covid. Algum interesse nisso eles têm. Eu não queria que colocassem ela num saco de plástico, para dar um sepultamento digno a ela, pois não preciso de esmola da prefeitura não”, disse o senhor Jair Cordeiro em tom de indignação e inconformismo.

Confira a entrevista completa em vídeo, concedida ao apresentador Paulo Farias, do Canal 38.

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