17/06/2021

O Judiciário aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná contra o apucaranense Flávio Campana e ele pode ser condenado a mais de 30 anos de prisão.

Flávio Campana, o “Frajola”, de 41 anos, que foi preso no dia 28 de fevereiro de 2020 em um apartamento na Barra Funda, em Apucarana, sob a acusação de ter abusado e matado a bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, a “Magó”, de 25 anos, no dia 26 de janeiro de 2020, próximo à Cachoeira do Massambani, na área rural de Mandaguari, foi levado nesta quinta-feira (17/06/2021) para uma audiência no fórum de Mandaguari, com acompanhamento de grande aparato policial, inclusive com a presença da Rotam. Ele chegou em uma viatura do Depen, trazido de uma unidade prisional de Maringá.

O repórter André Amaral do Programa Vale do Ivaí em Alerta do Canal 38 registrou com exclusividade a chegada Flávio Campana, o “Frajola”, de 41 anos, ao Fórum da cidade de de Mandaguari.

O corpo de Magó apresentava sinais de violência sexual e exame de necropsia do IML indicou que a causa da morte foi enforcamento. Exame de DNA comprovou que Flávio foi o autor do feminicídio. O Judiciário aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná contra o apucaranense Flávio Campana e ele pode ser condenado a mais de 30 anos de prisão. O acusado foi denunciado pela Promotoria por homicídio com três qualificadoras – feminicídio, meio cruel e para assegurar impunidade por outro crime e também pelos crimes estupro e ocultação de cadáver.

O apucaranense chegou a dizer em um de seus depoimentos à Polícia que teria mantido relações sexuais de forma consensual com a vítima e negou ser o autor do assassinato. Mas polícia não tem dúvidas sobre a participação de Campana no abuso e morte de Magó, pois material genético coletado no corpo da vítima é compatível com o DNA dele, como ratificou o resultado dos exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML). Campana permanece preso em unidade carcerária de Maringá. Flávio Campana já havia praticado o crime de estupro de uma pessoa na cidade de Rio Bom e condenado pela Justiça da Comarca de Marilândia do Sul.

Maria Glória é filha de Daísa Poltronieri e Maurício Borges. A mãe da vítima é proprietária de uma academia de ballet em Maringá. A jovem é natural de Maringá e atuava profissionalmente na dança desde 2008 onde ingressou na Cia Pavilhão D (São Paulo-SP) para aprofundar o meio das linguagens corporais em técnicas como o Ballet Clássico, e a Dança Contemporânea, com diversos profissionais da dança.

Ela ministrava aulas de Ballet Clássico Avançado, Contemporâneo e Contato-Improvisação na Academia Daisa Poltronieri, além de ser Graduanda em Artes Visuais na UEM ( Universidade estadual de Maringá) e Capoeirista na ACCAME (Associação Cultural de Capoeira Mandinga-Ê). O assassinato de Magó teve ampla repercussão, manifestações e apelo popular para uma punição rigorosa para o autor do crime.

Deixe seu comentário