06/04/2021

Maurício Adriano de Miranda foi detido por policiais militares, na tarde desta segunda-feira (5), por dano e desacato no escritório da Copel, na Rua Diva Nadir, na Vila Formosa, após ter ido até o local para questionar juros referentes a dívida do consumo de energia elétrica e o mesmo teria se exaltado e quebrado uma cadeira, de acordo com informações.

Ele, no entanto, concedeu entrevista ao apresentador e repórter Paulo Farias, do Programa RTV Patrulha, do Canal 38, e alega ter sido desrespeitado por um atendente que chamou a PM no local (veja entrevista).

Conforme o boletim de ocorrência da PM, o cliente da Copel estaria ameaçando um funcionário da referida empresa. No local em contato com o cliente Maurício Adriano de Miranda, este relatou à equipe que, ao ser atendido para esclarecer uma situação de débitos teria sido tratado com descaso e deboche pelo atendente, que supostamente queria lhe cobrar juros sobre o débito da conta de energia elétrica. Ele acrescentou que não sabe quanto deve pois não está recebendo suas contas via Correio. E devido ao descaso do atendente teria ficado irritado, vindo a chutar uma das cadeiras do local e causando dano, sendo posteriormente atendido por outro funcionário.

Maurício solicitou ao outro funcionário da Copel que o mesmo tirasse os juros das faturas vencidas a mais de 6 meses, pois não havia solicitado um serviço de envio de faturas em seu e-mail. O funcionário da Copel explicou que ele não tinha competência para retirar os juros das faturas em sua repartição, porém iria solicitar cópia da gravação telefônica em cd, que solicitava o envio de faturas em e-mail, para que o mesmo pudesse adotar os procedimentos futuros. Após fornecer o protocolo de atendimento com a solicitação da gravação telefônica ao cliente, o mesmo disse que não iria pagar os juros da fatura e que queria parcelar os valores sem juros.

Novamente, o funcionário da Copel reiterou que não era competente para adotar tais medidas. Foi quando o cliente teria se alterado e começado a chutar as cadeiras, vindo a danificar umas das cadeiras de plástico, além de empurrar uma mesa com os pés e bater no acrílico que separa funcionário de clientes. O mesmo ainda teria tentado investir contra o funcionário da Copel, mas que foi contido por outros colaboradores da empresa, evitando que ocorresse agressão. As partes foram orientadas pelos policiais militares e encaminhadas à 17ª SDP para os procedimentos legais.

“Brasileiro trabalhador não tem vez nesse país”, diz rapaz detido em entrevista ao Canal 38
Maurício Adriano de Miranda concedeu entrevista ao repórter e apresentador Paulo Farias, do Canal 38. “Fui para resolver uma situação na Copel, mas em vez de resolver, arrumei uma complicação, por causa do atendente que me atendeu e debochou da minha pessoa, não resolveu meu problema e arrumou um problema a mais para mim ainda. Olha pessoal, estou aqui preso por causa que fui pagar umas contas lá na Copel. Mau atendimento de um funcionário e ainda mandou eu quebrar tudo lá e eu estou aqui agora. É brincadeira, brasileiro trabalhador não tem vez nesse país. Fiquei preso, Meu Deus! É correto cobrar juros de uma fatura que não me mandaram? Estão fazendo eu de besta, porque já tinha ido no dia 18 de março e vim de novo hoje aqui na Copel e depois vou ter que voltar de novo? O pessoal da ouvidoria da Copel já está com número de processo sobre a atitude dele e sobre porque estão querendo me cobrar juro e eles falaram que vão me ressarcir. Estão desde de dezembro sem mandar minha fatura de luz. Falaram que estavam mandando por e:mail, mas eu não recebi nada por e:mail. Aí vim na Capel ver porque não tinham mandado a conta e disseram que mandavam por e:mail, mas eu não pedi isso. Falaram que tinham a gravação na qual eu pedia encaminhamento da fatura por e:mail, mas aí vim aqui e eles não têm a gravação. Me mandaram um papel se desculpando, mas querem cobrar juros. Não vou pagar juros porque o erro não foi meu. A viatura da PM foi até a Copel porque ele (o funcionário) pediu e o outro atendente ainda falou “deixa isso para lá”, porque eu sou trabalhador. O atendimento dele é péssimo, mas ele quis chamar a PM porque disse estar com o psicológico dele abalado. Já pensou o meu, que fui pagar uma conta e não consegui”, disse ao repórter Paulo Farias o apucaranense Maurício Adriano de Miranda, que reside no Jardim Casagrande.

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