11/01/2022

A Polícia Civil de Arapongas informou nesta terça-feira (11) que um homem de 28 anos que teria matado a ex-mulher a tiros em agosto do ano passado na Cidade dos Pássaros foi preso em Maringá.

A vítima, Camila Luana de Souza, também de 28 anos, residia em Apucarana e foi morta a tiros na frente dos filhos menores quando foi levá-los para ficar com o pai em uma chácara de Arapongas. Ela não sabia que estava sendo atraída para um emboscada que iria resultar na sua morte

Segundo a Polícia, a prisão do acusado de feminicídio aconteceu no Parque das Grevíleas, em Maringá, na tarde de segunda-feira (10), e o suspeito, que era considerado foragido, deve ser transferido para Arapongas.

“Desde a data do referido crime, investigadores da Delegacia de Arapongas realizaram diversas diligências e investigações de alta complexidade, no intuito de localizar o autor do feminicídio, o qual já estava com um Mandado de Prisão, expedido pelo Judiciário de Arapongas, baseado no pedido realizado pela delegada Thaís Orlandini Pereira. Após a realização de diversas diligências, investigadores conseguiram identificar o possível paradeiro do autor do crime de feminicídio ocorrido em Arapongas no ano passado. Para prender o suspeito tivemos apoio dos investigadores do Setor de Furtos e Roubos da Delegacia de Maringá”, informaram os agentes da 22ª Subdivisão Policial (SDP) de Arapongas.

Ainda de acordo com a Polícia, além do mandado de prisão pelo feminicídio, o suspeito preso também tinha outro mandado de prisão pelo crime de tráfico de drogas.

O feminicídio
Camila Souza foi morta a tiros no dia 21/8/2021 em uma chácara no final da Avenida Siriema, em Arapongas.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Thaís Orlandini Pereira, o autor do crime e ex-marido da vítima, esperou ela chegar com a irmã e o cunhado para deixar os filhos do casal na casa dele, para então, assassinar ela a tiros na frente dos filhos menores. Na ocasião, o cunhado de Camila foi ferido com um tiro na perna.

Em seguida o autor do feminicídio fugiu e depois manteve contato com uma irmã da vítima fatal para saber se a mesma tinha realmente morrido. No dia do feminicídio o autor do crime, além de portar uma arma de fogo, estava com um sacola plástica e dentro da mesma havia um recipiente com gasolina.

Ele disse para a irmã de Camila via whatsapp que a jovem apucaranense “teria levado sorte de ter morrido ao ser baleada, pois senão ele iria atear fogo nela”. Conforme informações, a vítima e o autor do feminicídio tiveram um relacionamento durante 6 anos e ele não aceitava a separação.

Camila Luana de Souza, de 28 anos, residia em Apucarana e foi morta a tiros na frente dos filhos menores quando foi levá-los para ficar com o pai em uma chácara de Arapongas – Foto: Arquivo pessoal

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