08/09/2021

A estiagem neste final de inverno, além de reduzir os níveis de água dos rios e fontes naturais, resulta ainda em outro risco de dano à natureza, com a pouca umidade relativa do ar: as queimadas ou incêndios ambientais.

Com a seca e muitas das vezes com a vegetação alta e ressecada, qualquer bituca de cigarro pode provocar grandes incêndios ambientais, destruindo matas e árvores nativas e colocando em risco até casas e outras edificações com o alastramento das chamas, além de causar poluição com fumaça e fuligem e problemas para quem tem doenças respiratórias. E os incêndios em vegetação tem ocorrido muitas vezes durante todos os dias em razão dessas condições climáticas.

Em Apucarana, as queimadas têm exigido muito trabalho do Corpo de Bombeiros nas últimas semanas e nesta quarta-feira (8) a situação não está diferente. Todas as equipes da corporação estão empenhadas para apagar incêndios em vegetação em várias regiões da cidade e uma grande queimada está ocorrendo nesta tarde no fundo da Vila Apucaraninha. Em alguns locais o fogo ameaça se alastrar com o vento e atingir residências, o que exige trabalho intensivo do Corpo de Bombeiros, inclusive da equipe até do Siate. O Corpo de Bombeiros reitera que tais incêndios ambientais são consideradas crimes, que podem resultar em penas de seis meses a quatro anos de reclusão, além de multa para quem provoca queimadas intencionalmente, sem controle e autorização legal de órgão competente, conforme tipifica o artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais nº 9.605 de 1998.

A penalidade é válida tanto para grandes queimadas para desmatamento quanto para pequenos atos, como atear fogo em lixo doméstico ou em folhas no quintal. Recentemente um homem foi detido pela PM de Apucarana na Rua Tereza Barreto Zanela, no Residencial Sabiá, após o mesmo ser denunciado por emissão de fumaça decorrente de queimada sem autorização.

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