26/01/2021

O Juiz Tiago Paiva dos Santos, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) negou mandado de segurança impetrado pelo advogado Petrônio Cardoso, em nome da Câmara de Vereadores de Apucarana, que pretendia barrar a posse do suplente Toninho Garcia (1º suplente do PSL) na vaga deixada pelo pastor e vereador Valdir Silvério dos Reis (PSL), que faleceu na madrugada na última quinta-feira (21) de Covid-19.

Após o “sumiço misterioso” na segunda-feira (26) do presidente da Câmara de Vereadores de Apucarana, Franciley Preto Godoi (PSD), o “Poim”, ele foi notificado novamente judicialmente no final da tarde de ontem e marcou a posse do advogado Toninho Garcia para as 17 horas de quarta-feira (27). Se isso ocorrer, Poim vai responder por descumprimento de determinação judicial.

Segundo informações, o desaparecimento de Poim foi uma estratégia do departamento jurídico da Câmara, sob o comando de Petrônio Cardoso, para tentar ganhar fôlego e derrubar uma liminar da juíza substituta da 28ª zona eleitoral de Apucarana, Márcia Pugliesi Yokomizo, que revogou a posse dada por Poim na sexta-feira (22) pela manhã a Eliana Rocha (PP) como vereadora em Apucarana, apenas 24 horas após a morte por Covid-19 do vereador e pastor Valdir. A magistrada determinou ainda que Toninho Garcia deveria ser empossado 48 horas após a notificação da Câmara sobre a decisão judicial.

Na negativa do mandado de segurança pedido por Petrônio Cardoso, o Juiz Tiago Paiva dos Santos, do Tribunal Regional Eleitoral, entendeu que a posição no sentido de que após a expedição do diploma a controvérsia sobre mandato é de competência da Justiça Comum e não da Justiça Eleitoral. Portanto, o pedido apresentado por Petrônio Cardoso foi feito equivocadamente no TRE, sem sustentação básica para qualquer decisão nesse sentido.

Tem gente em Apucarana já comentando que Poim, com a posse dada de forma equivocada à vereadora Eliana Rocha (PP), o “chá de cadeira” ao qual Toninho Garcia foi submetido pelo presidente da Câmara na segunda-feira (25), que não apareceu na Casa de Leis para lhe dar posse, e com o pedido de mandado de segurança impetrado em instância jurídica errada para barrar a posse do suplente do PSL como vereador, Poim já até “pode pedir música” desabafou o apucaranense.

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