12/05/2022

Mesmo após a grande repercussão negativa, a Prefeitura de Apucarana firmou contrato em (06/05) por R$ 135.000,00 com a empresa que fará recuperação da pintura na fachada lateral acima da cascata de 230 m2 tombada pelo município em edifício na área central de Apucarana, onde também mora o prefeito Junior da Femac.

No mês de abril a prefeitura havia cancelado pregão eletrônico 11/2022 no valor de R$ 167.360,00 e depois a prefeitura aumentou o valor e pretendia pagar em outra licitação o valor máximo de R$ 229.903,00, mas após a repercussão negativa, a empresa vencedora que já era bem cotada até pela parceria recente com o município, venceu a licitação pelo valor de R$ 135.000,00.

Enquanto isso, a reforma de onde seria o novo hospital de Apucarana está parada, falta dinheiro para saúde, a UPA está necessitando de melhorias e de funcionários e médicos o reboco do teto do posto de saúde na vila Nova corre risco de cair e ainda está com vazamento, faltam médicos na Saúde Pública, mesmo assim a administração se recusa a receber emenda de R$ 400 mil viabilizada através do vereador Lucas Leugi para o Novo Hospital de Apucarana, que pelo jeito será mais uma promessa não cumprida.

A administração municipal deixa claro que não está nenhum pouco preocupada com a opinião pública e firmou contrato com a empresa para pintar a fachada do prédio onde coincidentemente reside o prefeito.

Conforme o Portal 38 News já havia alertado, esperava se iria ocorrer a assinatura do contrato para análise legal do serviço, a reportagem consultou um renomado advogado que preferiu não se identificar, mas informou:

O decreto nº. 435/2015 datado em 18 de agosto de 2015, pelo prefeito Dr. Carlos Alberto Gebrim Preto, e pelo procurador Jurídico da época e atual vice-prefeito Dr. Paulo Sérgio Vital.

No Artigo 3º. Em caso de não dispor de recursos para proceder as obras de conservação e reparação que o elemento artístico tombado necessita, poderá o Condomínio levar ao conhecimento da Secretária Municipal de Promoção Artística, Cultural e Turística, que determinará a sua execução ‘as expensas do Município, havendo dotação orçamentária e financeira para tanto.

“Não basta informar que não dispõe de recursos para proceder as obras de conservação e reparação do elemento artístico tombado, deveria provar, pois um prédio de alto padrão como esse é difícil acreditar que os condôminos não possam arcar com a obra, até porque, no decorrer do tempo, a fachada do condomínio também necessitaria de reparos que precisariam serem feitos mesmo que não houvesse a pintura da “Onça” e não seria justo somente a população arcar com esses valores, ainda mais o prefeito sendo morador desse prédio” alertou.

Com a palavra o prefeito Junior da Femac.

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