01/10/2020

O capitão Éldison Martins do Prado, que trabalhou durante muitos anos no 10ºBatalhão da Polícia Militar (BPM) de Apucarana e tem familiares e raízes na cidade, mas que hoje está radicado no BPFRon, em Guaíra, divulgou um texto neste semana com reflexões que fazem total sentido, principalmente neste período de pandemia de Covid-19 pelo qual estamos passando. Confira o artigo do oficial da Polícia Militar do Paraná PMPR.

“Há vários anos atuando no âmbito do setor de segurança pública, durante determinados momentos de instrução me deparei com profissionais que teciam comentários sobre diversos contextos atinente a vida. Dentre os conceitos percebidos, um deles chamou-me a atenção: “A liberdade é um bem maior do que a vida. Pois, a vida não tem valor sem liberdade.”

Concordar ou não com o pressuposto em pauta, dependerá da dosimetria que cada indivíduo estabelece no que se refere a mensurar a importância e a definição de ser ou estar livre. Em suma, para alguns a liberdade se manifesta na condição de poder sair ou permanecer em casa, para outros é a possibilidade de se expressar ou de decidir algo. Ou seja, mesmo estando preso é possível considerar-se livre para fazer algumas coisas. Então, nota-se que, há uma valoração considerável da vida mesmo quando a liberdade está suprimida. Dessa forma, denota-se que está-se diante de uma declaração questionável.

No entanto, verificando a situação que ora acontece no mundo, mais propriamente quanto a pandemia, surge a mente uma afirmação semelhante ao conceito mencionado anteriormente, e que, talvez seja bem mais difícil contrapor-se a ela: “A saúde é um bem maior do que a vida. Pois, a vida só se estabelece com a sobreposição da saúde.” Na atual “guerra” contra as doenças, embora tendo baixas, percebe-se, conforme as possibilidades, enfermidades sendo minimizadas e a vida bem manutenida, mediante a ação de coragem, responsabilidade, dedicação e esforço dos profissionais que exercem papel fundamental na humanidade, os quais estão a frente dessa batalha: os funcionários dos hospitais e ambulatórios, profissionais do setor de enfermagem, medicina, laboratorial, farmácia, cientistas, enfim, aqueles que atuam em prol da saúde.

Dizem que o sentimento mais racional é a esperança, e, quando nos deparamos com profissionais tão abnegados no cumprimento da missão de curar, como é percebido nos integrantes do sistema de saúde, tem-se o indício de que haverá o enfrentamento da moléstia e a resistência contra o mal, fazendo surtir a sensação de que o ser humano pode ser mais forte e mais humano, e, dessa forma, brota a esperança de uma vida melhor.
Tratar bem e defender esses profissionais, apoiar suas causas, somar esforços junto a eles pela valorização do trabalho que desempenham, exigir recursos e investimentos neste setor, são formas de demonstrar gratidão e o valor que a comunidade atribui a esta classe heroica, que se apresentam sempre prontos a “lutar” em defesa da nossa saúde.

Que Deus continue abençoando o trabalho e a saúde destes profissionais, suas vocações e seus dons. E que, os governantes possam atentar sempre para as necessidades deste setor, haja vista que, a qualidade de vida da população depende também das condições de tais trabalhadores.

Aos Guerreiros e Guerreiras do setor de saúde, os quais representam sinal de esperança na batalha pela vida, minha continência, meu respeito e admiração.”

Muito obrigado.
Guaíra, PR, 30 de setembro de 2020.
Éldison Martins do Prado.

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