01/02/2021

Um Oficial de Justiça notificou nesta segunda-feira (1º/02) o presidente da Câmara de Vereadores de Apucarana, Franciley Preto Godoi (PSD), o “Poim”, que deu posse a Eliana Rocha (PP) como vereadora em Apucarana, 24 horas após a morte do vereador e pastor Valdir Silvério dos Reis, do PSL, ao invés de empossar o primeiro suplente da sigla, Antônio Garcia, em desacordo com a legislação eleitoral.

A intimação levada a efeito durante a sessão desta segunda-feira, sem a presença de Eliana Rocha, é decorrente de liminar concedida pelo juiz Rogério Tragibo de Campos, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Apucarana. O magistrado decidiu, na noite de sexta-feira (29), em unificação de três processos, favoravelmente no sentido de impetrar mandado de segurança solicitado pelos advogados Aluísio Ferreira e Luigi Ferreira determinando que a vaga de vereador deixada na Câmara Municipal com a morte do pastor e vereador Valdir Silvério dos Reis (PSL) seja assumida pelo primeiro suplente do partido, o advogado Antônio Garcia.

De acordo com a liminar do juiz Rogério Tragibo de Campos, Poim tem cinco dias para empossar Antônio Garcia, sob pena de aplicação de multa pessoal, bem como deve suspender do cargo a vereadora Eliana de Lourdes Lima Rocha.

Indagado pelo vereador Lucas Leugi sobre a questão, Poim se limitou a dizer que o departamento jurídico da Câmara tem cinco dias para defender o seu posicionamento em relação a esse imbróglio que já se arrasta há 11 dias. Lucas Leugi pediu o cancelamento da sessão por conta da liminar contra a vereadora Eliana Rocha e a ausência da mesma na sessão.

Nesta segunda-feira estavam sendo votadas as comissões na Câmara de Vereadores de Apucarana, sem a presença de Eliana Rocha (PP), e sem Toninho Garcia, em tese, outra ilegalidade com chancela do presidente da Câmara Poim, já que conforme a última decisão judicial sobre o caso, quem deveria tomar posse seria Antônio Garcia.

E ainda a maioria das comissões participaram os vereadores Mauro Bertoli (DEM) e Valdeir Tiago Batista Cordeiro de Lima (MDB), que em tese podem ter os mandatos cassados pela Justiça.

O vereador Lucas Leugi questionou a ilegalidade da votação e questiona o presidente Poim que mais uma vez se cala.

 

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