14/06/2022

A 4ª Edição da Parada do Orgulho LGBTQIA+  foi realizada no domingo (12) em Apucarana. O evento atraiu um grande público. A parada teve como tema: Ame, Beije e Vote.

A concentração teve início às 13 horas, na Avenida Curitiba, nas imediações do Supermercado Canção. A abertura oficial foi às 14 horas, com um carro de som e muitas apresentações. A parada LGBTQIA+ passou pelas ruas centrais da cidade e terminou no Ginásio de Esportes José Antônio Basso, o ‘Lagoão’.

Drag Queens, cantores, DJs e artistas renomados de Maringá, Curitiba, São Paulo, Apucarana e de outras localidades se apresentaram e proporcionaram muita alegria aos presentes.

O evento teve a presença marcante  da Rainha, Princesa e Destaque da Parada 2022. Foram quatro apresentadores: Renata Borges, Thon Cris, Natã Alves e Juno, que se apresentou como Drag da Parada. Renata, além de ser organizadora do evento, também é defensora dos Direitos Humanos e Presidente PDT de Apucarana. “Quero ressaltar que durante a parada todos os banheiros públicos foram fechados por determinação da prefeitura de Apucarana e a Guarda Municipal não cumpriu com o seu dever de prestar segurança durante o evento, “frisou a ativista Renata Borges. 

Em 2021 e 2020, em razão da pandemia de Covid-19, a parada foi realizada on-line, mas retornou com tudo em 2022. A parada tratou de vários temas importantes, como direitos, representatividade, preconceito, lutas e a importância do voto. 

Significado da sigla LGBTQI+

Para entender a sigla LGBTQI+, com base nas definições da Aliança Nacional LGBTI, é importante saber que parte dela, as letras LGB, refere-se a orientação sexual da pessoa, ou seja, as formas de se relacionar afetiva e/ou sexualmente com outras pessoas, e outra parte, TQI+, diz respeito a identidade de gênero, ou seja, como a pessoa se identifica, e vai além do gênero feminino ou masculino.

Cisgênero e transgênero

É importante destacar que uma pessoa pode ser cisgênero (cis), esta é uma nomenclatura usada para definir um indivíduo que se identifica, em todos os aspectos, com o gênero atribuído ao nascer. Já o transgênero (trans), é uma pessoa que transita entre os gêneros, ou seja, é aquele/a que nasceu com órgão sexual feminino ou masculino, mas se identifica com o gênero diferente.

Siglas

L – lésbica: Pessoa cis ou trans que se identifica no gênero feminino e se relaciona afetiva e/ou sexualmente com outras pessoas do gênero feminino;

G – gay: Pessoa cis ou trans que se identifica no gênero masculino e se relaciona afetiva e/ou sexualmente com outras pessoas do gênero masculino;

B – bissexual: Aquele ou aquela que se relaciona afetiva e/ou sexualmente com pessoas do gênero feminino, masculino ou demais gêneros.

T – transgêneros (travestis ou transexuais): Pessoas que não se identificam com o gênero atribuído com base nos órgãos sexuais e transacionam para outro gênero. Exemplificando, uma pessoa que nasceu com órgão sexual feminino, mas se identifica com o gênero masculino. Há algumas diferenciações entre travestis e transexuais e divergências entre as definições do termo, mas segundo a definição adotada pela Conferência Nacional LGBT de 2008, as travestis são pessoas que nasceram com o órgão sexual masculino, mas se identificam pelo gênero feminino, no entanto ainda desejam manter o órgão sexual biológico.

Q – queer: Esse é um termo mais recente e ainda em discussão, mas de acordo com a Teoria Queer da pesquisadora Judith Butler, são pessoas fluidas, ou seja, que não se identificam com o feminino ou masculino e transitam entre os “gêneros”. Elas também podem não concordar com os rótulos socialmente impostos. O termo pode englobar minorias sexuais e de gênero que não são heterossexuais (pessoa que se relaciona com outra do gênero oposto) ou cisgênero (pessoa que se identifica com o gênero biológico).

I – intersexual: Segundo a Sociedade Intersexual Norte Americana, esse termo é usado para designar uma variedade de condições em que uma pessoa nasce com uma anatomia reprodutiva ou sexual que não se encaixa na definição típica de sexo feminino ou masculino. Por exemplo, uma pessoa intersexual pode nascer com uma aparência exterior da genitália do gênero feminino mas com anatomia interior, maioritariamente do gênero masculino.

+ – engloba todas as outras letras da sigla LGBTT2QQIAAP: como o “A” de assexualidade (indivíduo que não sente nenhuma atração sexual, seja pelo sexo/gênero oposto ou pelo igual) e o “P” de pansexualidade (aqueles que podem desenvolver atração física, amor e desejo sexual por outras pessoas, independentemente de sua identidade de gênero ou sexo biológico).

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