Alfabetização na Penitenciaria Central do Estado. Escola Penitenciária na unidade de progressão. Curitiba, 28/03/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/ANPr

13/11/2020

Data é 13 de novembro. Nas homenagens, é ressaltado o papel dos profissionais no processo de ressocialização dos presos. “São o elo entre o cumprimento da pena pelo isolamento e a ressocialização”, diz o secretário da Segurança Pública.

O diretor do Departamento Penitenciário (Depen Paraná), Francisco Caricati, lembra que nos últimos anos o Governo do Estado buscou reestruturar a carreira dos agentes penitenciários e melhorar as condições de trabalho e de vida. “Para isso investimos em tecnologia, equipamentos, aquisição de armas na modalidade cautela, coletes balísticos, regulamentação da carreira, profissionalização do servidor, e diversas outras melhorias que transformaram o cotidiano desses profissionais”, afirma Caricati.

DESAFIOS – Um dos agentes penitenciários mais antigos em atividade no Paraná, Atair Ribas de Oliveira, que atua na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa – Unidade de Segurança, conta que já passou por muitos desafios ao longo da carreira. Inclusive, enfrentou por diversas vezes os riscos que a profissão oferece. No entanto, segundo ele, as boas lembranças e as conquistas prevalecem.

“Entrei em janeiro de 1984. Naquele tempo as coisas eram muito difíceis, com o passar do tempo as condições foram melhorando e hoje me orgulho dessa profissão que proporcionou tudo que tenho hoje”, Oliveira.

RESULTADO DO TRABALHO – No primeiro semestre de 2020, o Paraná foi o terceiro colocado entre os estados com o maior número de presos trabalhando (7.785), depois apenas de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, de acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional.

Dentre os dados divulgados, estão as ações de reintegração e assistência social. Para o secretário da Segurança Pública, esse é um bom exemplo dos resultados dos trabalhos dos agentes penitenciários. “Em meus contatos com os agentes que atuam no Paraná tenho aprendido muito sobre a valorização da vida. Em cada movimentação, ação ou conversa com os apenados, os agentes penitenciários incentivam para que os internos estudem e trabalhem dentro do sistema prisional e, sobretudo, repensem e mudem suas atitudes”, completou Marinho.

HOMENAGENS – Diversas ações estão programadas para homenagear os agentes penitenciários no Paraná. O Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) Doutor Mario Faraco, organizou a entrega de um lanche especial para os profissionais lotados nas unidades penais de Curitiba e Região Metropolitana, além de confeccionar e instalar cartazes em agradecimento.

“É uma singela homenagem e uma forma de agradecer a parceria que temos com esses profissionais que, com seu trabalho, nos possibilitam ofertar atendimento educacional para mais de dois mil alunos nas penitenciárias de Curitiba e Região Metropolitana, ainda que nesse momento de pandemia”, explica a diretora do CEEBJA, Nelma Eliane Sequineli Lemos.

LIVRO – Também em alusão à data, um livro será lançado pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento Penitenciário (Espen), no próximo dia 18 de novembro, em Curitiba. A obra intitulada Sistema Penitenciário e suas Dimensões Sistêmicas, reúne artigos escritos por integrantes das forças de segurança pública e abordam temáticas que envolvem a execução penal.

DATA – O Dia do Agente Penitenciário foi instituído no Paraná pela Lei 12.342, de 24 de setembro de 1998, em homenagem ao agente penitenciário Adalberto Gomes da Silva, morto durante a rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), no dia 13 de novembro de 1989.

Deixe seu comentário