Infográfico: Unespar/COLEGIADO DO CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS/NUCER

05/06/2021

*Rogério Ribeiro

A pesquisa realizada pelo Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais (NUCER), da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) – campus de Apucarana, objetiva efetuar o levantamento do custo de uma cesta básica de alimentos para Apucarana(PR) e região.

A carne continua sendo responsável pela maior parte do custo da Cesta Básica, com 42,3%, contra 41,2% do mês anterior. Com base nos critérios metodológicos da pesquisa, ficou estimado em R$ 3.484,41 (três mil, quatrocentos e oitenta e quatro reais, quarenta e um centavo) o valor que deveria ser o salário mínimo dos trabalhadores.

Entre os meses de abril e maio de 2021 o preço da Cesta Básica regional teve um aumento de seu custo na ordem de 5,11%, passando dos R$ 513,88 em abril para R$ 540,16 em maio de 2021. Os itens que sofreram os maiores aumentos de preços foram: batata (25,73%), tomate (14,11%), açúcar (10,05%), carnes (8,05%), leite (7,17%), café em pó (6,71%), óleo de soja (4,36%), feijão (3,68%), pão francês (2,40%), farinha de mandioca (2,13%) e arroz (1,11%). A banana prata e a manteiga tiveram redução de preços médios de 7,09% e 2,23%, respectivamente.

A carne continua sendo responsável pela maior parte do custo da Cesta Básica, com 42,3%, contra 41,2% do mês anterior, seguida da banana prata (10,9%), pão francês (10,8%). Considerando o custo atual da Cesta Básica o tempo de trabalho necessário para que um trabalhador remunerado pelo salário mínimo vigente na região, na data da coleta dos dados, consiga comprar a referida cesta ficou equivalendo a 108 horas e 2 minutos.

Com o constante aumento dos itens da Cesta Básica os trabalhadores, para viabilizar o seu sustento bem como as demais despesas do núcleo familiar, acabam se privando das quantidades necessárias de alimentos combinada com o efeito substituição dos componentes principais. Como exemplo temos a efetivação de substituição da carne bovina por carnes suína e de aves.

Uma família com quatro membros sofre forte restrição orçamentária para todas as despesas
necessárias e, no caso dos alimentos, a privação se torna mais evidente considerando o preço dos alimentos essenciais que têm tido majorações constantes nos preços de seus componentes.

SALÁRIO MÍNIMO NOMINAL E NECESSÁRIO
O valor aferido para a Cesta Básica regional equivale a 49,1% do valor do salário mínimo nominal
vigente, que é de R$ 1.100,00 (um mil e cem reais) mensais. Já o salário mínimo necessário para os
trabalhadores da região, com base nos critérios metodológicos da pesquisa, ficou estimado em R$
3.484,41 (três mil, quatrocentos e oitenta e quatro reais, quarenta e um centavo).

Já para uma família com uma média de quatro membros (dois adultos e duas crianças) a necessidade
de um salário mínimo mais compatível com o custo de vida atual se torna mais evidente, uma vez que
esta família possui diversas despesas além da alimentação, como: água e esgoto, energia elétrica,
gás de cozinha, aluguel, transporte, materiais de higiene e limpeza, etc.

Assim há a necessidade de que pai e mãe desta família tida como exemplo trabalhem, aumentando
a necessidade de suporte por parte do poder público na disponibilização de vagas em creches e
escolas, transporte público mais barato e eficiente, segurança pública, etc.

METODOLOGIA
A pesquisa da Cesta Básica é realizada com coletas de preços com periodicidade decenal dos principais itens componentes da alimentação básica nos domicílios da região norte do estado do Paraná. Num primeiro momento as coletas serão realizadas no município de Apucarana para posteriormente se estender para outros municípios da região.

Esta pesquisa trata-se de uma retomada de uma pesquisa realizada anteriormente pelo
Departamento de Economia da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea), que passou a integrar a Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O levantamento fazia parte da pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor de Apucarana e Região (IPC-Fecea), que também foi descontinuada e que está em fase de estudos para sua retomada.

Os itens que compõem a cesta de alimentos e suas respectivas quantidades são os estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 399, de 07 de maio de 1938, com as quantidades diárias convertidas em quantidades mensais pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) para o estado do Paraná. Este Decreto-Lei estabelece que o salário mínimo é a remuneração a ser paga ao trabalhador adulto, sem distinção de sexo, e que deve atender a todas as suas necessidades básicas normais.

Composição da cesta básica em Apucarana
Alimentos Quantidade
Carne 6,6 kg
Leite 7.5 l
Feijão 4.5 kg
Arroz 3,0 kg
Farinha 1.5 kg
Batata 6.0 kg
Tomate 9.0 kg
Pão francês 6.0 kg
Café em pó 600 gramas
Banana Prata 90 unidades
Açúcar 3.0 kg
Óleo 900 gramas
Manteiga 750 gramas

As coletas de preços são realizadas em mercados de grande fluxo, frutarias, mercearias e açougues e os produtos mais disponibilizados no comércio local, bem como não se estabeleceu pesos por tipo de equipamento e nem base de corte.

Já para o cálculo das horas de trabalho necessárias para a aquisição da Cesta Básica se tomou como base a equivalência com a jornada mensal de 220 horas e o salário mínimo necessário o peso da alimentação no domicílio estabelecido no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: *Rogério Ribeiro/Professor do Colegiado do curso de Ciências Econômicas da Unespar – Campus de Apucarana e coordenador do Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais (NUCER).
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ – UNESPAR
CAMPUS DE APUCARANA
COLEGIADO DO CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS
NÚCLEO DE CONJUNTURA ECONÔMICA E ESTUDOS REGIONAIS – NUCER

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