24/09/2020

A bonita pintura de uma onça em parede do Edifício Ariane, no centro de Apucarana, agrada os olhos de quem caminha no entorno da Praça Rui Barbosa ou no calçadão onde fica o espaço Valmor Santos Giavarina ou a Cascata, que por causa da obra de arte é chamada popularmente de “Praça da Onça”.

A arte que agrada a todos, também lembra que esta espécie de felino está ameaçada pela ação do homem.

Hoje, ao ver a pintura em conjunto com a vegetação, nosso pensamento é remetido direto para o incêndio e situação de penúria que vive a biodiversidade do Pantanal, no Centro-Oeste do Brasil. Uma área queimada que já devastou área onde caberia umas 50 cidades do tamanho de Apucarana ou mais. Na imagem, um olhar atento e consciente do animal. Ele simboliza o equilíbrio deste Santuário da biodiversidade, mas parece saber que o destino não será fácil.

A biodiversidade, se cuidada com inteligência, atrai desenvolvimento sustentável, credibilidade. É uma forte moeda de troca. Porém se pensada de forma medieval, com corporativismo e ganância, vai gerar desequilíbrio do regime de chuvas, empobrecimento do solo e deserto. O olhar na pintura da Praça da Onça em Apucarana demonstra bem o espanto da certeza do grande erro que os seres humanos cometem contra si mesmos ao devastar a fauna e a flora.

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