11/01/2020

Malote continha R$ 8 mil em dinheiro e diversos cheques de clientes da empresa; adolescente apreendido sob suspeita de forjar situação de crime era funcionário da empresa.

O desdobramento de uma ocorrência policial classificada inicialmente como roubo de malote, ocorrida às 14h59 de sexta-feira (10), na Praça Interventor Manoel Ribas, no centro de Apucarana, trouxe revelações surpreendentes.

Um menor de 17 anos, que era funcionário da revenda de veículos, relatou aos patrões e a polícia que teria sido abordado por dois bandidos armados que teriam lhe tomado o malote contendo R$ 8 mil em dinheiro e diversos cheques de clientes da empresa, que seria levado para uma agência bancária. Segundo o relato “inventado” pelo adolescente, em seguida a dupla de ladrões teria se evadido de moto do local do suposto assalto.

O Serviço de Inteligência (P2) e outras equipes da PM de Apucarana iniciaram diligências assim que tomaram conhecimento do fato e após análise de imagens de câmeras de segurança, apuraram que a versão do adolescente não se encaixava no relato feito por ele anteriormente.

Os policiais militares então foram até a Avenida Mato Grosso e Avenida Getúlio Vargas, no Jardim Ponta Grossa, onde abordaram um suspeito de tráfico de drogas de 19 anos, que revelou todos os detalhes sobre farsa inventada pelo menor sobre o suposto roubo do malote.

O suspeito de tráfico alegou preliminarmente que “não tinha nada a ver com caso” e contou que a subtração do malote da empresa teria sido planejada pelo próprio adolescente, que até então era funcionário, junto com outros dois comparças de 21 e 20 anos. Ambos residem na Avenida Getúlio Vargas, em imóveis vizinhos à casa do menor que fez a falsa comunicação do roubo.

A dupla conseguiu fugir quando os policiais chegavam ao local, mas o adolescente suspeito acabou abordado e entrou em várias contradições ao ser interrogado sobre o assalto do qual teria sido vítima.

Ele foi apreendido e encaminhado à 17ª Subdivisão Policial (SDP) para os procedimentos legais e permanece internado provisoriamente em espaço destinado a menores infratores no setor de carceragem. O caso foi relatado ao Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente e à Promotoria da Infância e Juventude.

Já a Polícia Civil de Apucarana instaurou inquérito relativo ao caso e realiza diligências para localizar e prender os dois jovens identificados como co-autores do crime do qual foi alvo a empresa.

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