23/10/2021

Policiais militares da Rádio Patrulha (RPA) de Mauá da Serra (sargento Francis e soldados Alberto e Dias), com apoio da equipe do Canil do 10º BPM (soldados Mônaco e Jorge e o cão Airon), cumpriram um mandado de prisão expedido pela Vara Criminal da Comarca de Marilândia do Sul na residência de um casal já conhecido no meio policial, situada na Rua José Casemiro da Silva, no centro da cidade. No local os policiais militares apreenderam uma quantidade de crack que poderia render 1000 pedras da droga se fracionada, avaliadas em R$ 10.000, além de R$ 412,45 e 4 comprovantes de depósitos bancários em nome de três pessoas diferentes, os quais totalizam R$ 2.300,00.

De acordo com boletim de ocorrência da PM, em cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Criminal da Comarca de Marilândia do Sul, a PM de Mauá da Serra, com apoio da equipe Canil do 10º BPM, foi até uma casa na Rua Casemiro José da Silva, alvo de diversas denúncias de tráfico de drogas, as quais recaiam sobre as pessoas de Rodrigo Ribeiro de Freitas, o “Domador” e Laila Kauane da Luz de Moraes, sendo que Laila já foi presa em outras duas oportunidades pelo crime de tráfico de drogas, e Rodrigo foi preso em Mauá da Serra em 31 de agosto deste ano por posse ilegal de arma de fogo, e encontra se em liberdade sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Conforme a PM, os mesmos estariam “trabalhando na quebrada” a mando de Fernando Luiz Mendes, o “irmão João”, o qual se encontra preso no minipresídio da cidade de Apucarana pelo crime de roubo e também responde por tráfico de drogas.

Na moradia, os policiais militares foram recebidos pelo casal Laila e Rodrigo, sendo que Laila estava com um filho de 1 ano e 4 meses de idade nos braços. Os dois foram informados do referido mandado judicial de busca e apreensão, e então foram questionados sobre objetos ilícitos no interior da moradia, os quais responderam que nada de ilícito havia no interior do imóvel, tratando as equipes em tom sarcástico ao receberem o mandado judicial em mãos, de acordo com o boletim da PM.

No momento da entrada da equipe Canil no imóvel foi localizado um adolescente 16 anos escondido em um dos quartos do imóvel, o qual não soube explicar o motivo de estar naquele local. Após ser realizada busca pela equipe do Canil com o cão de faro Airon e não ter sido encontrado nada de ilícito no local, foi iniciada uma busca minuciosa no imóvel, onde num primeiro momento foi localizado dentro de um carrinho de brinquedo um pacote contendo diversos pinos de eppendorfs vazios (usados para embalar cocaína). Em continuidade as buscas a PM localizou sobre um telhado no piso inferior do sobrado uma embalagem dentro de uma meia a qual acondicionava aproximadamente 102 gramas de crack, bem como a quantia de R$ 412,45 em diversas cédulas e moedas de diversos valores. Também foi localizado no interior do imóvel 4 comprovantes de depósitos bancários em nome de três pessoas diferentes, os quais totalizam R$ 2.300,00, e também um caderno contendo anotações referentes a kits de drogas repassados e valores. Em busca pessoal nos abordados foi localizado uma porção de cocaína no bolso da bermuda de Rodrigo.

Diante dos fatos o casal Laila e Rodrigo recebeu voz de prisão. Consta no boletim da PM que os dois então passaram a debochar da situação, sendo que Rodrigo disse: “vocês acharam pouca droga….logo logo to na rua” e Laila afirmou: “já tenho dois tráficos e to pagando na rua…..tem mais, to grávida, a lei da mãezinha vai me beneficiar, vou rapidinho pra rua; eu que não vou queimar no sol trabalhando pra ganhar R$ 600,00″.

A PM manteve contato com a mãe de Laila, a qual compareceu na residência e ficou responsável pelo neto de 1 ano e 4 meses, sendo informada da prisão do casal. Já no Destacamento Policial Militar foi mantido contato com a mãe do adolescente de 16 anos, a qual foi informada sobre a situação de seu filho e se prontificou em acompanhar a equipe até a Delegacia de Polícia Civil de Marilândia do Sul.

A PM reiterou em relatório de ocorrência que o crack apreendido, após fracionamento, renderia aproximadamente 1.000 pedras da droga para serem revendidas a R$ 10,00 cada, totalizando R$ 10.000,00. Os policiais militares destacaram ainda a importância de uma perícia em um celular apreendido com Laila, para comprovações de supostas conversas relacionadas ao tráfico de drogas.

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