Polícia Civil investiga cultos religiosos em Barbosa Ferraz — Foto: Reprodução/RPC

23/05/2021

De acordo com dados da Sesa, de abril para maio, o número de mortes dobrou de doze para 25 no municípios; destes óbitos, sete foram de pessoas que frequentaram os cultos.

A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar se cultos religiosos realizados em Barbosa Ferraz, no centro-oeste do Paraná, têm relação com o aumento de casos de Covid-19 registrados na cidade de abril para maio deste ano.

Fotos dos cultos mostram igrejas lotadas, com aglomeração de pessoas e participantes até mesmo sem máscara. O caso foi denunciado para a promotoria pública.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), o município registrava, na primeira semana de abril, 12 mortes e 592 casos da doença. Um mês depois, em maio, o número de óbitos mais que dobrou, para 25, e os casos confirmados passaram a 895.

Das 25 mortes, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, sete foram de pessoas que participaram dos cultos.

À época, um decreto municipal autorizava a realização das atividades na cidade, desde que com 50% da capacidade máxima de lotação e distanciamento de pelo menos um metro entre os participantes. A prefeitura de Barbosa Ferraz não quis se manifestar.

Infração à medida sanitária preventiva
De acordo com o delegado de Polícia Civil Carlos Stecca, o pastor responsável pelos eventos colaborou com as investigações e passou informações sobre datas e também número de pessoas.

Ele também informou um outro pastor, de outro estado do país, foi à cidade ministrar cultos durante o período.

Procurado, o pastor não quis comentar o assunto e disse que ainda está profundamente abalado com a morte da esposa.

Conforme a polícia, a investigação busca identificar também o outro pastor para que ele possa prestar depoimento sobre os fatos.

Se comprovados os descumprimentos de regras de combate à pandemia, os responsáveis responderão pelo crime de infração à medida sanitária preventiva, segundo o delegado.

“Iremos agora também, junto aos órgãos de saúde e Vigilância Sanitária, arrecadar documentos que comprovem esse eventual descumprimento às normas sanitárias, para que todos os responsáveis pela realização destes cultos respondam pelo crime de infração à medida sanitária preventiva”, afirmou. De acordo com Stecca, a pena prevista para o crime é de um mês a um ano de detenção e multa. Fonte: RPC/Maringá

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