Foto: Divulgação/Polícia Federal

22/03/2022

Uma ação conjunta entre a Receita Federal e a Polícia Federal foi desenvolvida na manhã desta terça-feira (22) em Foz do Iguaçu, e Curitiba, no Paraná. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos suspeitos no valor de R$ 34,8 milhões. Uma ação conjunta entre a Receita Federal e a Polícia Federal foi desenvolvida na manhã desta terça-feira (22) em Foz do Iguaçu, e Curitiba, no Paraná. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos suspeitos no valor de R$ 34,8 milhões.

A polícia identificou que o grupo praticava lavagem de dinheiro utilizando empreendimentos de construção civil e bens em nome de terceiros. Parte do recurso lavado se originava de atividades ilícitas vinculadas a operações financeiras supostamente ilegais, executadas por integrantes que exerciam a atividade de “doleiros” no Paraguai. Os recursos também seriam provenientes de sonegação fiscal, contrabando e descaminho de cabelos humanos.

Cabelo ilegal
Durante as investigações, a polícia identificou que o cabelo humano era importado da Índia com valor abaixo ao praticado no mercado, por meio de empresas, por pessoas que agiam com o nome de outras. A parte não declarada era repassada aos vendedores através de operações cambiais irregulares denominadas dólar-cabo. Os cabelos humanos eram revendidos, no mercado interno, por preços menores.

Da mesma forma, possivelmente, essa mercadoria era importada da Índia pelo Paraguai, de onde seria descaminhada para o Brasil. Os pagamentos dessas operações, identicamente, faziam uso de operações financeiras ilegais envolvendo doleiros e contas em nome de pessoas, que agiam em nome de outras.

Os elementos probatórios e indiciários angariados ao longo da investigação apontam no sentido de que pessoas relacionadas a práticas delitivas (operações financeiras ilegais exercidas no Paraguai e importação irregular de cabelos humanos) passaram a escamotear, por meio de atos aparentemente lícitos, a origem criminosa dos aportes.

Na mitologia romana, Janus é a divindade bifronte (duas faces) que mantém uma delas voltada para frente e a outra para trás. Considerando que a imagem do Deus está ligada a olhares distintos, analogicamente, atribuiu-se a mesma ideia ao principal investigado, que exercia, aparentemente, dois papéis antagônicos: o lícito e o ilícito. As investigações seguem em curso. As informações são do site da PF.

Foto: Divulgação/Polícia Federal

 

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