Imagem: Reprodução

15/04/2022

Antes de conseguir o benefício da Justiça Eloá Santos foi transferida para uma ala de especial para pessoas trans em Rio Branco do Sul, na região de Curitiba.

O caso da mulher trans, que se identifica como Eloá Santos, teve o cabelo raspado após ser presa sob suspeição de suposto roubo no dia 4 de março e foi colocada com presos em ala masculina em Arapongas, ganhou ampla repercussão  estadual depois que a ativista LGBTQIA+, Renata Borges, de Apucarana, se mobilizou para lutar pelos direitos de Eloá. A sigla LGBTQIA+ representa lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queer, intersexuais, assexuais e outros grupos e variações de sexualidade e gênero.

Depois da intensa mobilização de Renata, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) ingressou com uma ação para que a Polícia investigue o caso da mulher trans que teve os cabelos raspados e colocada junto com homens em uma unidade prisional depois de ser presa suspeita de roubo, sendo vítima gritante de transfobia durante todo esse período. “Segundo Eloá, dois policiais ofendiam denominando-a de traveco e falavam um para o outro: ‘você tem coragem de sair com traveco?'”, afirmou Renata Borges.

Depois da mobilização da ativista, Eloá foi transferida para uma ala voltada para gays e trans lá em Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba. E na sequência saiu o alvará de soltura e ela vai usar tornozeleira eletrônica durante 180 dias para monitoramento. 

“Tem que esperar a decisão da juíza entrar no sistema, que é informatizado. Assim que cair no sistema o próprio minipresídio vai estar fazendo o processo de colocar a tornozeleira nela e depois a gente vai tentar trazer ela de volta para Arapongas. Eu estou conversando com a secretaria do Silveira, que é o vice-diretor das unidades prisionais aqui, do Paraná, porque agora a gente está no feriado e fazer este trâmite legal, toda esta sustentação. Antes de mais nada quero agradecer a imprensa e aos movimentos sociais por ter encampado esta luta de combate a tortura, de combate a violações de direitos. Então muito obrigada e vamos esperar a chegada de Eloá”, disse a ativista Renata Borges, de Apucarana. 

Imagem: Reprodução

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