19/11/2020

No dia 11 de novembro de 2020, o Sindsaúde-PR solicitou que o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto, afastasse de imediato o chefe da divisão administrativa da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana por suposto assédio moral contra servidores.

Visando apurar os fatos, mas ainda sem previsão para ter início. A Lei n. 6.174/70 que estabelece o regime jurídico dos funcionários civis do Poder Executivo do Estado do Paraná prevê que: “a sindicância administrativa deverá ser iniciada dentro do prazo de três dias, contados da designação dos membros da comissão e concluída no de quinze dias, improrrogáveis, a contar da data de seu início.”

Enquanto isso, o referido servidor continua prestando expediente na 16ª RS, mesmo após tantas reclamações.

Fontes ligadas ao Sindsaúde-PR reiteram, no entanto, que a sindicância ainda não tem previsão para iniciar. “Normalmente a gestão indica a comissão que irá apurar os fatos e com certeza essas pessoas serão escolhidas a dedo pelo secretário para livrar esse indivíduo”, opina uma liderança sindical. “O cara tem muita proteção do secretário e ele não está disposto a tirá-lo do cargo. A resposta dele (Beto Preto) para o sindicato é que foi feita acusação sem prova. Mas, para mim, a prova de quem sofreu assédio moral é a palavra de quem sofreu e, no caso, 15 servidores sofreram e, ainda, sofrem assédio fizeram parte do processo juntamente com o sindicato, só não tem mais servidores nessa lista porque muitos têm medo de sofrer represálias ou serem prejudicados no trabalho”, acrescenta uma outra fonte do Sindsaúde-PR.

O assédio moral estaria ocorrendo na 16ª Regional de Saúde (Apucarana) e também no Complexo Hospital do Trabalhador (CHT). Foram protocolados dois relatórios robustos, com muitos depoimentos, relatando os casos de violência moral, assim como, apontando que pessoas em cargos de chefia estão causando repercussões na saúde dos servidores,
no processo de gestão dessas unidades, gerando inclusive deterioração do ambiente laboral.

Entre as medidas, foi solicitado pelo Sindsaúde-PR o afastamento imediato do chefe da divisão administrativa da 16ª Regional e apresentadas propostas de implantação de um programa de prevenção às práticas de assédio moral, além de organização no local de trabalho que possa fazer o levantamento dos problemas existentes no cotidiano, para que essas questões, e outras que interferem nos processos e nos ambientes de trabalho, sejam resolvidas por meio do diálogo em cada uma das unidades da SESA.

A reportagem do Portal 38 News recepcionou informações de que o referido servidor seria concursado e, atualmente possui cargo de chefia. Além disso, foi relatado que este seria uma pessoa extremamente ligada a Beto Preto. Nos anos de 2011 a 2017 foi chefe do financeiro, e desde 2018 até a presente data, ocupa a divisão administrava.

Diante da gravidade dos fatos existentes, vários servidores procuraram o sindicato SindSaúde-PR e fizeram um relatório das condutas irregulares do acusado. Em seguida, entregaram o relatório e o pedido de investigação e resolução do problema para o Ministério Público, para a própria Secretaria de Saúde e a chefe geral do RH, bem como à diversos outros órgãos de controle.

Uma das diretoras da Secretaria de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, que pediu para ter o nome preservado, reafirmou que as denúncias de assédio moral e atos gerenciais supostamente irregulares foram protocoladas em vários órgãos como Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Estadual, Controladoria Estadual, Tribunal de Contas, Secretário de Estado da Saúde e outros para que haja uma apuração rigorosa, com a suspensão preventiva imediata do servidor, para que os denunciantes sejam protegidos e não fiquem expostos a possibilidades de retaliações, pois muitos já foram até abalados psicologicamente e fazem uso de medicamentos controlados para amenizar esses danos. Os sindicalistas finalizam afirmando que lutam por uma gestão transparente e democrática no ambiente de trabalho.

1 COMENTÁRIO

  1. O Sr Secretário da Saúde Beto Preto, além de ser membro do Executivo se arvorou também como autoridade do Judiciário ao manter o funcionário por ele indicado para alto cargo na Secretaria da Saúde de Apucarana, alegando não haver provas contra o mesmo por assédio moral, embora acusado por diversos funcionários.
    Na realidade ele não é a pessoa que julga. A acusação é grave e deve ser investigada pelo Ministerio Público, cabendo ao Ministro Beto Preto no mínimo afastar o referido funcionário até o encerramento de um inquérito. NÃO a todo tipo de assédio, em especial ao Moral.

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