29/11/2021

Apesar da redução no custo do transporte, consumidores não devem ver preços menores nos mercados. Fiep aponta que caminhoneiros autônomos, produtores rurais, estudantes e trabalhadores serão beneficiados com deslocamentos mais baratos.

O fim do pedágio mais caro do Brasil após 24 anos de concessões vai possibilitar a circulação de R$ 2,4 bilhões na economia do Paraná durante um ano sem tarifas. O valor corresponde ao faturamento anual somado das seis concessionárias que administravam rodovias no estado.

Desde o domingo (28), todas as praças de pedágio do Anel de Integração no Paraná estão com as cancelas abertas. Os governos estadual e federal ficarão responsáveis pelas rodovias sem cobrança de tarifa por pelo menos um ano.

Apesar da redução no custo do transporte, os consumidores não devem ver preços significativamente menores nas prateleiras dos mercados, conforme a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Caminhoneiros autônomos, produtores rurais, estudantes e trabalhadores serão beneficiados com deslocamentos mais baratos, informou a entidade.

Do faturamento das concessionárias, 70% correspondia à movimentação de cargas do agronegócio e da indústria, explica João Arthur Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep. Segundo ele, os produtos agrícolas, em termos de volume, são os “principais usuários” das rodovias.

Mohr explica que em torno de 50% dos caminhões que rodam as estradas do Paraná transportando essas cargas pertencem a caminhoneiros autônomos. Eles recebem o frete do embarcador que, no caso do agronegócio, é o produtor rural.

“Um dos grandes beneficiados será o caminhoneiro autônomo. Quando ele volta vazio do destino, é dele o pedágio. Então vai sentir muito forte no bolso a sobra desse dinheiro”, afirma o gerente da Fiep.

Por exemplo, o transporte de uma carga de 30 toneladas de frango de Cascavel, no oeste, a Curitiba gerava custo aproximado de R$ 1 mil em pedágio. Se o caminhoneiro voltava vazio, mesmo com os eixos erguidos, gastaria em torno de R$ 600 em pedágio. Fonte:Ederson HIsing, G1 PR — Curitiba.

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