30/08/2019

Segundo as servidoras o sindicato estaria usando acusações falsas para encobrir irregularidades.

As servidoras da prefeitura de Apucarana Claudia Simplicio, Aurea Costa e a ex-presidente do SINDSPA Elisabete Costa de Souza ingressaram com uma ação de indenização por danos morais contra o Sindicato dos Servidores e as duas diretoras do Sindspa.

Segundo as autoras do processo, elas foram vítimas de uma orquestração pensada pelas dirigentes para que não fosse realizada uma assembleia em novembro de 2018, durante a qual seriam escolhidos novos diretores para ocuparem vagas em aberto na diretoria.

Segundo consta no processo, as referidas dirigentes, ao verem que opositores ingressariam na diretoria, acusaram os presentes de causar tumulto e cancelaram o evento de forma ilegal.
A autoras ainda alegam que as dirigentes teriam registrado boletins de ocorrência, narrando fatos que nunca ocorreram.

Segundo as servidoras que acionaram o SINDSPA, o boletim de ocorrência originou um primeiro processo por crime de ameaça, arquivado pelo Ministério Público de forma sumária e, não contentes com o arquivamento, as sindicalistas teriam ingressando com uma queixa-crime por calúnia e difamação, a qual também teve pedido de arquivamento feito pelo MP e aceito pela justiça.

Cláudia, Aurea e Bete do sindicato ainda sustentam que seus nomes foram usados em vários processos criminais sem nenhum fundamento, expostos publicamente de maneira depreciativa e para acobertar supostas ilegalidades praticadas pelas dirigentes à frente do sindicato e que isso causou uma série de transtornos.

Segundo o advogado Dr. Mário Barbosa, de Londrina, que defende as autoras, “A prática das sindicalistas pode configurar um crime, qual seja, o de denunciação caluniosa que é comunicar às autoridades a existência de um crime que elas sabem não ter ocorrido”. O Dr. Mário ainda explica que, como os atos das dirigentes foram praticados no exercício das funções sindicais, o Sindicato é responsável pela reparação. Também esclarece que há elementos muito claros no processo de que as rés usaram a máquina judiciária de forma indevida, já que o objetivo dos processos criminais que desencadearam era acobertar, em tese, uma prática ilícita.

A ação ajuizada já tem audiência marcada para outubro de 2019.

Esse é mais um episódio envolvendo a atual diretoria do SINDSPA que coleciona uma série de escândalos nos últimos tempos, sob a administração temerária de André Joaquina.

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