Cobra é flagrada engolindo capivara. — Foto: Hudson Garcia/ Reprodução

25/05/2022

Uma sucuri-verde (eunectes murinus) foi flagrada comendo uma capivara em um rio de águas cristalinas, em Bonito (MS) — a 279 km de Campo Grande. O animal, de aproximadamente seis metros de comprimento, ficou cerca de 1h30 se alimentando do mamífero. O vídeo foi feito pelo fotógrafo Hudson Garcia, 42 anos.

Fotógrafo de natureza há mais de 20 anos, Hudson descreve a emoção vivida ao se deparar com a serpente. Segundo ele, mesmo tendo familiaridade com os animais silvestres, o momento foi de satisfação.

Foi um dos encontros mais emocionantes da minha vida. Já trabalhei com serpentes, mas encontrar uma sucuri gigante, em um rio de água completamente cristalina, foi muito especial. Lidar com a natureza é muito enriquecedor, temos a oportunidade de viver situações impressionantes”, descreve

Do acervo pessoal, direto para as redes sociais. O fotógrafo encantou seus seguidores com as imagens da serpente. Hudson explica que o vídeo foi gravado após um tempo de observação e respeito ao animal.

O risco foi avaliado pelo fotógrafo, que tomou os cuidados necessários para não atrapalhar a sucuri. Hudson descreve que o turismo feito em Bonito é o de contemplação, sendo realizado apenas avistamentos.

“Mesmo com a proximidade, a serpente não mostrou sinal de agressividade, procuramos respeitar o espaço dela. Se estressar o animal, você se coloca em perigo”, disse.

Processo de digestão

O biólogo Pedro Guimarães esclareceu que o processo de digestão da serpente pode levar semanas, visto que sua pele e órgãos, como o esôfago e o estômago, se dilatam até três vezes mais que o normal para acomodar sua presa.

“O processo de digestão da sucuri é longo, e pode levar mais de 20 dias. Nessa situação é importante manter uma distância segura não só para preservá-la, mas também para segurança de quem estiver no local”, disse.

A sucuri é uma cobra da família Boidae, pertencente ao gênero Eunectes e sua distribuição geográfica é restrita à América do Sul. Apesar de não serem ágeis em ambiente terrestre, elas são muito rápidas dentro d’água podendo ficar até 30 minutos sem respirar.

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