05/02/2020

Segundo elas, protesto contra a GM ocorre porque guardas municipais estariam coibindo a presenças de LGBTS em vias públicas da cidade à noite para ‘realizarem programas sexuais”

Foto: Welber Lima – Canal 38

Um grupo de Prostitutas travestis foram até a prefeitura de Apucarana, na tarde desta quarta-feira (5), por volta das 14:20, para protestar contra, segundo elas, guardas municipais que estariam coibindo a presenças de LGBTS em vias públicas da cidade à noite para ‘fazer programas sexuais” e de uma forma geral, agindo para reprimir LGBTS na cidade.

“Eles estão até batendo e recriminando os LGBTS porque eles estão nas ruas e querem tirá-los de lá. Já tiraram a oportunidade de trabalho e agora querem tirar as ruas”, disse Renata Borges, líder do movimento.

Renata pretendia se reunir com o secretário Laércio de Morais para formalizar a denúncia contra a Guarda Municipal, já que a GM estaria subordinada a sua secretaria, mas informaram que ele não poderia atender, pois não estaria no prédio da prefeitura. Os manifestantes foram atendidos na procuradoria jurídica.

Com cartazes, o grupo dizia: Ninguém solta a mão de ninguém. A rua é meu trabalho. Parem de nos bater. Travestis e putas existem”.

A líder do movimento Renata Borges explica que é estudante universitária e não se prostitui, mas aderiu à causa porque considera inadmissível a ação da GM contra os travestis que se prostituem.

A reportagem entrou em contato com o comandante da Guarda Municipal de Apucarana, Alessandro Carletti, mas ele não respondeu e nem retornou.

1 COMENTÁRIO

  1. Ofício 07/2020

    Quando pensamos na construção de modelos seguros para cidades seguras esquecemos muitas vezes de determinados grupos vulneráveis que também compõem essa cidade.
    Segundo a ANTRA associação Nacional de travestis e transexuais , o Brasil é o país que mais mata travesti e transexuais no mundo, é o país que mais consome pornografia trans e travesti no mundo, segundo dados estima-se que 92%das travestis e transexuais estão em via de prostituição , estima-se que a grande maioria são expulsa de casa por volta dos 14 anos de idade, a grande maioria das meninas trabalham na rua, sendo essa seu local de trabalho, uma expectativa de vida de 35 anos, sem escolaridade deixando a margem de toda forma de cidadania, nós como COLETIVO UNIFICAR notamos que muitas dessas meninas não tem nem sequer R.G, como documentos básicos, o que reforça nossa atuação de proteção à esse grupo.
    Quero como COLETIVO UNIFICAR, agradecer as abordagem policiais referente às PUTAS e prostitutas no ponto de prostituição , sabemos que a presença da PM inibe os roubos e isso se estende as meninas que também são alvo dos assaltos, obrigada a corporação pelo serviço prestado aos LGBTS da cidade de Apucarana e principalmente as travestis e transexuais da cidade, espero que o trabalho da ROTAN dos últimos meses venha continuar , segundo relatos das meninas eles abordam dignamente ,sem levantar as mãos ou bater com cacetes, agradeço a instituição por me receber desde o diálogo da Parada da Diversidade LGBT do Vale do Ivaí APUCARANA.
    Obrigada a todos servidores e colaboradores do Batalhão da cidade de Apucarana, obrigada aos serviços táticos extensivos da corporação.
    Que 2020 possamos escrever uma nova história na cidade de Apucarana dando a todos cidadãos a abordagem correta, só gostaria de frisar que em corpo de travesti e transexuais devem ser vistoriadas por outras mulheres.
    Grata, por toda humanização dada ao grupo de travesti e transexuais em via de prostituição.

    Renata Borges Branco

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