02/10/2020

Segunda etapa da campanha tem série de vídeos informativos sobre o tema.

A primeira mulher eleita prefeita foi Luiza Alzira Soriano, em 1928, na cidade de Lajes. De lá pra cá, tivemos apenas uma presidente mulher e atualmente temos somente uma governadora em 27 estados. No Paraná, nas Eleições de 2016, dos 399 municípios, 105 não elegeram sequer uma vereadora. Outros 151 escolheram apenas uma.

Pensando nessa baixa representação feminina, o Tribunal Regional Eleitoral no Paraná (TRE-PR), o Ministério Público Federal (MPF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR) e o Ministério Público do Estado do Paraná (MP/PR) uniram-se na campanha “Mulheres na Política”, uma ação conjunta para alertar sobre a participação efetiva da mulher na política e seus amparos legais.

Integram a ação uma cartilha e uma série de vídeos sobre o tema, além da assinatura de um acordo entre as instituições participantes.

Cenário
Desde o início do movimento sufragista brasileiro, as mulheres vêm buscando ampliar seu espaço no cenário político nacional. Inúmeros são os marcos históricos dessa trajetória. É o caso da própria conquista do direito ao voto, assegurado no Brasil em 24 de fevereiro de 1932, e do êxito de Luiza Alzira Soriano, primeira mulher a ser eleita prefeita, em 1928, na cidade de Lajes. Ainda, em 1996, o Congresso Nacional estabeleceu o sistema de cotas para incentivar os partidos políticos a incluírem mulheres em chapas eleitorais.

“O Paraná tem 8 milhões de eleitores, dos quais 52% são mulheres. No entanto, dos 399 municípios do estado, em apenas 29 foram eleitas mulheres como prefeitas nas eleições de 2016”, ressalta o presidente do TRE-PR, desembargador Tito Campos de Paula. “Quando olhamos a presença feminina junto aos cargos eletivos, as mulheres têm uma média geral de apenas 13% de representatividade”, lembra a doutora Adriana Simette, presidente da Comissão Mulheres na Política do TRE-PR e juíza da 174ª Zona Eleitoral de Curitiba.

Além dos requisitos legais sobre as candidaturas, histórico dessa luta, explicações sobre as cotas de gênero e de financiamento, a campanha também alerta a sociedade sobre como denunciar em casos de fraudes: “Os cidadãos estão cansados dessa falta de representatividade efetiva, precisamos da participação ativa dos cidadãos para mudar esse quadro por meio da conscientização e atitude. Essa é uma luta de todos!”, declara a procuradora regional Eleitoral no Paraná, doutora Eloisa Helena Machado.

Deixe seu comentário