24/01/2021

As investigações apontaram que o autor do crime e do abuso sexual foi Flávio Campana, de 40 anos, de Apucarana.

Foto: Reprodução (foto cedida pela Polícia Civil)

Maria Glória Poltronieri Borges foi morta em uma chácara em Mandaguari, no norte do Paraná, em janeiro de 2020. Segundo denúncia do Ministério Público, ela foi vítima de violência sexual e morreu por asfixia.

Um ano depois, a dor de perder uma filha ainda é intensa e presente diariamente na vida de Maurício Borges, pai da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges.

“A dor é o aspecto mais difícil desse processo de luto, é o reflexo mais evidente de um processo de ruptura de vida. A gente imagina que, como outras dores, essa vai embora. Mas não, ela ameniza, quando há algo que faz a gente lembrar da Magó, essa dor volta com muita força. Não faz parte da natureza humana. Você nasce, se desenvolve, cresce e o natural é que os pais vão embora antes dos filhos. Quando isso é invertido, é muito difícil superar”, disse o pai de Maria Glória.

Maria Glória tinha 25 anos e foi encontrada morta no dia 26 de janeiro de 2020 em uma chácara em Mandaguari, no norte do Paraná. Ela foi ao local para acampar e passar o fim de semana.
“Nós ficamos totalmente perdidos, causou uma desestrutura na família. Porque como pai queria acompanhar o projeto de vida dela, mas isso não será possível. Não vou conseguir ver a minha filha casar, ter filhos. A dor está lá, batendo todo dia”, lamenta Maurício Borges.

O corpo foi encontrado perto de uma cachoeira com várias marcas de que tivesse lutado com alguém. Exames do Instituto Médico-Legal (IML) comprovaram que ela sofreu violência sexual e foi asfixiada.

O pai de bailarina diz esperar que caso não seja esquecido: ‘Essa foi a única luta que a minha filha perdeu’. A família acredita que a bailarina lutou antes de ser morta: ‘Era professora de capoeira e de balé, era uma mulher forte’, diz primo

. As investigações chegaram até Flávio Campana, de 40 anos, de Apucarana. Segundo a polícia, ele estava na mesma chácara que Maria Glória, no mesmo fim de semana. Ele foi identificado como suspeito de envolvimento no caso após a polícia ter acesso a uma foto em que ele aparecia e se destacava uma tatuagem.

Flávio Campana foi preso dias depois em Apucarana, onde morava. Ele sempre negou o crime, no entanto material genético dele foi encontrado na calcinha e no corpo de Maria Glória. A confirmação ocorreu após realização de exames feitos pelo IML.

Desde março de 2020, Campana é réu por homicídio com três qualificadoras – feminicídio, utilizou de meio cruel e para assegurar impunidade a outro crime – e também pelos crimes de estupro e ocultação de cadáver e permanece preso. As informações são do G1.

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