03/01/2021

Após a sessão solene de posse do prefeito reeleito Júnior da Femac, do seu vice Paulo Sérgio Vital, para a gestão 2021-2024, e dos 11 vereadores eleitos, realizada na sexta-feira (1º de janeiro de 2021) pela manhã no Cine Teatro Fênix, em Apucarana, junto com a eleição da mesa diretora da Câmara para o biênio 2021/2022, o vereador reeleito Lucas Leugi, que teve a maior votação no município no pleito de 15 de novembro (2.465 votos), fez duras críticas à forma como foi conduzida a eleição da nova mesa diretora do Legislativo Municipal.

A imprensa foi barrada na porta do evento, indicando uma possível tendência de como vai ser a forma de atuar do grupo político que conquistou o Poder Público em Apucarana durante os próximos quatro anos, com tentativa de cerceamento à informação.

Tal atitude de barrar a imprensa na Câmara de Vereadores já foi registrada em Apucarana quando o presidente do Legislativo Municipal era Valdir Souza, o “Valdir Fantástico”, e o secretário municipal de Saúde na época era Beto Preto, durante uma administração “nefasta”, conhecida pelos escândalos de corrupção no mundo inteiro após matéria divulgada no Programa Fantástico, da Rede Globo. E agora parece que estão querendo fazer a mesma coisa. A Justiça de Apucarana na época há mais de duas décadas já havia decidido à favor da liberdade de imprensa e determinado o livre acesso do Canal 38 ao legislativo apucaranense.

O vereador Francisley Preto Godoi “Poim”, que é amigo pessoal do ex-prefeito e atual secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, foi eleito presidente da Câmara Municipal para o próximo biênio com 7 votos. Lucas Leugi teve três votos (o dele mesmo, de Moisés Tavares e do Pastor Valdir) e o ex-presidente Luciano Augusto Molina votou em si mesmo. Mauro Bertoli, que tem sido alvo de investigações do Ministério Público Eleitoral (MPE), já formalizadas à Justiça Eleitoral, foi eleito vice-presidente da Câmara para o próximo biênio.

Para o vereador Lucas Leugi, Poim não tem condições de ser o presidente da Câmara e quem vai comandar o Legislativo Municipal nos próximos dois anos, na prática, deve ser o vereador Mauro Bertoli. Leugi teme que “a Câmara Municipal vire um circo em que o plenário se torne um picadeiro”. Leia a entrevista na íntegra:

“Os guardas municipais que estão aqui podem contar comigo, pois o estatuto de vocês tem que ser votado o mais rápido possível e cumprimentando os guardas municipais eu venho aqui também cumprimentar todos funcionários públicos, porque o plano de cargo de carreira deles há anos se promete e não cumpre, Saí daqui perdendo para o vereador Poim, amigo pessoal do secretário de Saúde Beto Preto, que é meu inimigo político; saio daqui perdendo para o vice-presidente, que é o Mauro Bertoli, e tenho a certeza e posso deixar claro aqui que agora com certeza ele assumirá a Câmara porque foi tudo uma jogada e quem votou no Poim sabia que estava votando no Mauro Bertoli.

Desde o início tentei compor com toda base, mas fui escanteado; desde o início tentei conversar com todos os candidatos da base, menos o Poim, que não tem condições técnicas para assumir uma Câmara que tem um orçamento 6% de todo orçamento da Prefeitura Municipal de Apucarana; é um dinheiro considerável e a pessoa tem que ter no mínimo discernimento de saber aquilo que está fazendo e o presidente eleito não tem. Eu temo que a Câmara Municipal vire um circo e que o plenário se torne um picadeiro. Não deixem minha voz calar nos rádios, na televisão, porque a minha voz é a voz do cidadão e da cidadã e venho aqui deixar minha mensagem e o meu gabinete estará sempre de portas abertas a todos.

 

1 COMENTÁRIO

Deixe seu comentário