O projeto de aumento de salários foi proposto por parte dos vereadores, presidente Poim, Jossuela, Tiago Valdeir Cordeiro de Lima e Mauro Bertoli.

12/03/2021

Um projeto de Lei de autoria da Mesa Executiva da Câmara de Vereadores de Apucarana, e que teve pareceres pela sua livre tramitação, foi aprovado em sessão extraordinária realizada na tarde desta quinta-feira (11), elevando de R$ 8.120.00 para R$ 11.717.00 os salários para pelo menos dois cargos comissionados, do Procurador Jurídico e do Diretor Administrativo do Legislativo Municipal.

Estranhamente, até terça-feira (9), o presidente da Câmara, Poim, e um colunista insistiram em dizer que a votação de tal projeto não passaria de “boato” espalhado por pessoas que pretendiam “puxar o tapete” de Poim e ainda fazendo alusões pejorativas ao ex-presidente da Câmara, Luciano Augusto Molina, e responsabilizando ele pelo projeto quando presidente.

Não é de hoje que a mentira é inerentes ao atual grupo político do qual Poim do Pirapó faz parte. Por isso, parte desse “pacote da maldade” contra o povo que trabalha e paga impostos não surpreende, com o aumento de salários de forma significativa para alguns cargos comissionados no Legislativo Municipal, gerando um aumento de gastos de dinheiro público no auge da pandemia de Covid-19, com pessoas sem leitos nos hospitais, comerciantes falindo e pessoas perdendo o emprego, pois a manobra demagógica visa única e exclusivamente beneficiar apadrinhados políticos.

O projeto de aumento de salários foi proposto por parte dos vereadores, presidente Poim, Jossuela, Tiago Valdeir e Mauro Bertoli. Os quatro vereadores Marcos da Vila Reis, Luciano Facchiano, Professor Molina, e Rodrigo Lievore (Recife) votaram a favor do projeto. Já os vereadores Lucas Leugi e Moisés Tavares foram os únicos que votaram contra parte desse “pacote da maldade” e se opuseram de forma veemente a tal iniciativa, levada a efeito sob a “batuta” do presidente Poim, que pode abrir precedentes para concessões de outras benesses na Câmara de Apucarana.

Dois pesos e duas medidas

Os mesmos vereadores utilizaram exatamente do mesmo argumento para votarem e não concederem reajustes aos funcionalismo público e agora, votam a favor de criação de novos cargos com reajustes absurdos. E conforme for a pressão popular, o restante do “pacote da maldade” deve ser trazido a votação, pois esse sim seria de interesse direto dos vereadores, pois iriam ser empregados os cabos eleitorais.

O portal 38 News já havia informado que apucaranenses poderiam entrar com uma ação popular para barrar essa pretensão da Mesa Executiva da Câmara que é ilegal, com análise à luz da LC 173/20, que dispõe sobre a ajuda financeira da União aos demais entes federativos, impondo algumas proibições aos estados, municípios e ao DF, como a elevação de salários para servidores públicos nesse período de pandemia e consequente crise sanitária e financeira. Integrantes do Observatório Social de Apucarana também já manifestaram a intenção de ingressar como uma ação na Justiça para impugnar a aprovação do projeto que concede aumento elevando de R$ 8.120.00 para R$ 11.717.00 os salários de alguns comissionados no Legislativo Municipal. Desse jeito, a Mesa Executiva da Câmara de Apucarana poderá até pedir música, por mais uma trapalhada regimental em menos de três meses de mandato, que pode levar a mais uma derrota e revogação via Judiciário.

Outro detalhe questionado é o fato de a Câmara de Vereadores de Apucarana ainda continuar realizando sessões sem a presença de público, como se pretendesse esconder coisas obscuras da população, tratando o povo como se o mesmo não tivesse memória.

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